Visitas na Funase ficam para domingo


Da Rádio Jornal
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Publicado em 12/01/2012 às 8:33
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Do Redator de Plantão Após um novo motim em pleno dia de visitação, na última quarta (11), menos de 24 horas após a grande rebelião da terça (10), o dia de visitas na Fundação de Atendimento Sócioeducativo (Funase), na unidade do Cabo de Santo Agostinho, ficou para o próximo domingo (15). As visitas da quarta não ocorreram. O clima agora no Centro de Atendimento Sócioeducativo (CASE) é de aparente tranquilidade. A ala 1 ficou completamente destrúida, a 2 e a 4 foram danificadas com o quebra quebra promovido na noite da terça. Outros setores importantes da unidade, como a enfermaria, também estão comprometidos, devido a depredação. O CASE tem capacidade para atender 160 jovens, entre 16 anos e 6 meses até 21 anos. No entanto, o Centro de Atendimento Sócioeducativo abriga cerca de 370 rapazes em conflito com a lei. O saldo da rebelião foi de 3 jovens assassinados, um deles teve a cabeça decepada e jogada do lado de fora da unidade. A falta de informações aumentou a angústia dos parentes que em grande número aguardavam o horário de visitas nesta quarta-feira (12). Com a demora, um grupo de internos iniciou um novo motim seguido da intervenção do Batalhão de Choque e da CIPCães. Ao todo, 10 internos saíram feridos sem gravidade, enquanto que 2 foram atendidos por equipes do SAMU. No meia do tumulto, 3 infratores conseguiram escapar pulando o muro, mas 2 foram recapturados pela Polícia Militar minutos depois. A correria deixou o clima ainda mais tenso entre os familiares dos jovens que cumprem medida sócioeducativa no Cabo. Não foram poucas as reclamações sobre a qualidade da comida, falta d'água e de excessos praticados pela atual gestão. O repórter da Rafael Carneiro, da Rádio Jornal, captou no meio dos populares o choro de uma mãe desesperada por não ter informações do filho: Ontem à tarde, 9 internos da unidade dio Cabo foram transferidos da unidade do Cabo foram transferidos para outros centros gerenciados pela Funase. Uma comissão formada por 5 mães e 1 pai entrou no prédio e verificou os prejuízos pós rebelião. Representantes da Associação Metropolitana, dos Conselheiros Tutelares, acompaharam a movimentação no CASE. O presidente da instituição, Gerailson Ribeiro, explica que os problemas na unidade são antigos e conhecidos do Ministério Público. Ele diz ainda que o antigo diretor foi afastado pord enúncias de maus tratos contra os internos. Gerailson afirma que em uma avaliação nua e crua da realidade, os meninos são tratados como bichos:

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