Tumulto no Aníbal Bruno deixa dois mortos e três presos feridos


Da Rádio Jornal
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Publicado em 27/02/2012 às 9:48
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Do Redator de Plantão da Rádio Jornal Atualizado às 11h05 O primeiro tumulto ocorrido no novo complexo prisional Aníbal Bruno, que deixou dois presos mortos e três feridos no presídio Juiz Antônio Luis Lins de Barros no último domingo (26),  traz à tona os mesmos problemas de sempre. Depois da confusão o clima nas três unidades localizadas no Bairro do Sancho, Zona Oeste do Recife, é de aparente tranquilidade. O tumulto do domingo ocorreu no prédio destinado a homens acusados de no máximo dois crimes e estão à espera de julgamento. Revoltados com a demora na entrada das visitas, um grupo de detentos arrombou uma grade e ameaçou invadir uma área de segurança. Disparos foram efetuados para conter os presos que arremessavam pedras contra agentes penitenciários e os PMs. Atingido no tórax, Danilo da Silva Bezerra, de 20 anos, morreu ao dar entrada no Hospital Otávio de Freitas. Na confusão, Dalton Ferreira Gouveia, de 28 anos, foi assassinado a golpes de arma artesanal. Feridos a bala, Jackson Leandro José da Silva, Rafael Alex Lopes da Silva e Jailson da Silva Santos já receberam alta. A unidade Juiz Antônio Luiz Lins de Barros tem 664 vagas mas abriga hoje cerca de 3.500 homens. Os parentes dos reeducandos denunciam maus tratos e abusos por parte dos agentes penitenciários recém-contratados. O presídio foi dividido com o intuito de garantir a ressocialização com o mínimo de cidadania e dignidade. A vendedora Rérica Gomes Mota, de 23 anos, afirma que os presos não queriam fugir pela entrada principal. Um policial militar, que não teve o nome divulgado, foi atingido por uma pedrada levou seis pontos na cabeça. A Secretaria de Ressocialização e a Polícia Militar vão abrir sindicâncias para apurar de onde partiu o tiro que matou o preso. Existe a informação de que Dalton Pereira Gouveia era acusado de assassinar o pai de um dos internos. O secretário executivo de ressocialização nega que houve falhas na segurança na manhã deste domingo (26). Ele explica que o uso de armas não letais sprays de pimenta fazem parte dos procedimentos padrões. Coronel Romero Ribeiro afirma que a missão foi cumprida e a ordem, reestabelecida num curto espaço de tempo. À noite, um grupo de mulheres realizou um protesto na frente do complexo prisional Aníbal Bruno. Uma comissão formada por familiares foi recebida pelo promotor da Vara de Execuções Penais, Marcelus Ugiette. Algumas reivindicações serão levadas para a secretária de ressocialização, já que a visita de quarta-feira (29) está mantida. Marcelus Ugiette afirmou neste domingo que a divisão do Aníbal Bruno não resolveu absolutamente nada.

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