Vila Burity sofre com o descaso da Compesa e da Prefeitura

Da Rádio Jornal
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Publicado em 19/03/2012 às 21:07
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Nesta semana, o Projeto Rádio do Povo, da Rádio Jornal, está na Vila Burity, no Bairro da Macaxeira, Zona Norte do Recife. Além de dar oportunidade aos moradores de reclamar dos problemas que atingem a localidade, o projeto ainda oferece gratuitamente o curso de cozinha experimental, Panela de Barro, e o curso de pintura imobiliária realizado pelas Tintas Iquine. Os cursos tiveram início nesta segunda-feira (19) e duram até a próxima sexta-feira (23). Os alunos do Panela de Barro encerram o curso com uma festa, onde os prÓprios alunos preparam o bolo e comidas, em uma grande aula prática. Todos os participantes também ganham kits contendo produtos Ondunorte, uma das empresas patrocinadoras do curso. Além dos cursos, a Rádio Jornal também deu voz aos residêntes da Vila Burity. As principais reclamações foram direcionadas à Compesa, que, segundo os moradores, não dá atenção ao bairro. Problemas como lixo acumulado nas ruas, violência e falta de estrutura no campinho de futebol da comunidade, também foram citados. O presidente da União de moradores da vila Burity, Ailton Morais dos Santos, de 45 anos, explica que o problema do bairro é que a tubulação de esgoto da Compesa está entupida e quebrada em várias casas. Por causa disso, os moradores são forçados a fazer uma ligação irregular do esgoto para a canaleta de águas fluviais. "A Compesa não vem aqui e quando vem, não melhora nada. Tá tudo entupido por aqui, por isso as pessoas fazem essas instalações irregulares", disse Ailton. A dona de casa Tânia Pacheco de Freitas, moradora da Rua Carlos Lamarca, afirma que mesmo pagando a conta da Compesa, não tem direito de reclamar. "Eu fui na Compesa, pedi para revisarem aminha conta, que tava dando muito caro, e pedi para ajeitar meu esgoto. Nunca apareceu ninguém por aqui. Já liguei também. Tenho vários números de procolo aqui e nada", disse. Um outro grande problema da comunidade contrasta com a moderna Academia da Cidade que está sendo construída nas margens da Avenida Norte. O campinho de futebol da Vila, que não é em nenhuma avenida de grande movimentação da cidade, está abandonada há muitos anos. No local, que por muito tempo foi o único centro de diversão e lazer para os jovens, as grades enferrujadas e retorcidas estão expostas para todos. A pracinha que foi construida ao lado do campo também sofre com a falta de cuidados e quem senta nos bancos divide espaço com os mosquitos provindos do canal a céu aberto que passa ao lado. "Do lado da minha casa virou um lixão. Além desse esgoto que já passa aqui, a prefeitura autorizou que essa rua virasse um ponto de coleta de lixo", diz vendedor José Durval Araújo, de 57 anos. Ele alega que a esquina da casa onde mora, na Rua Bertioga, virou ponto de depósito do lixo do bairro. "Já falei para a prefeitura que não tem condição. Tenho crianças em casa. Nas casas vizinhas a minha existem várias crianças e idosos e esse lixo aqui atrai rato, barata, escorpião", completou.

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