Agente socioeducativo da Funase agredido em rebelião não corre mais risco de morte


Da Rádio Jornal
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Publicado em 29/05/2012 às 9:48
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Do Redator de Plantão Atualizada às 12h20 A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) deve abrir sindicância para apurar rebelião na unidade de Abreu e Lima, Região Metropolitana do Recife (RMR), que deixou um adolescente morto e um agente de desenvolvimento social ferido (ADS). O ADS Paulo José Alves da Silva, de 38 anos continua internado no Hospital Miguel Arraes, em Paulista (RMR). De acordo com a nota oficial divulgada na noite desta segunda-feira (28), o estado de saúde dele é considerado estável. Outros dois ADSs ficaram feridos durante o período em que ficaram refens dos internos mas já receberam alta médica. Já o corpo de Randerson Ferreira da Silva, de 16 anos, morto a pauladas, deve ser liberado do Isntituto de Medicina Legal (IML), ainda nesta quarta (29), para sepultamento. A rebelião começou quando um grupo de adolescentes das 12 alas iniciou um quebra quebra nas celas e a queima de colchões. Quarenta e dois jovens ameaçados de morte foram transferidos às pressas para as dependências do Centro de Reeducação de Abreu e Lima (Creed), em Abreu e Lima. Do lado de fora, parentes aguardavam com ansiedade por notícias Jaqueline Maria da Silva tem um irmão lá dentro: O agente de desenvolvimento social espancado pelos infratores, na tarde desta terça, trabalhava na unidade de Abreu e Lima há apenas uma semana. Quarenta homens do Batalhão de Choque invadiram o Centro de Atendimento Sócio Educativo para acabar com o motim. Bombas de efeito moral e balas de borracha foram utilizadas para conter os adolescentes rebelados. Major Walter Benjamin, do Batalhão de Choque fala do trabalho realizado para botar a casa em ordem: Horas antes de começar o motim, 12 internos foram levados para a Delegacia de Abreu e Lima para prestar esclarecimentos. Eles se envolveram numa briga, no último sábado (26), com um grupo rival na disputa pelo controle da unidade. O Centro de Atendimento Sócio Educativo abriga 263 jovens quando a capacidade é de 96 vagas. Alberes Félix, delegado de Abreu e Lima, afirma quais foram os procedimentos adotados neste caso: Renato Barros, especial para a Rádio Jornal, esteve no local, nesta terça-feira (29), um da após o motim, para veficar o "clima" na região. A manhã foi de muito trabalho por parte dos agentes, que tiveram que recolher todo o material destruído pelos adolescentes.

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