Policiais civis entram no 2º dia de greve, mesmo com decisão da justiça de retorno imediato

Da Rádio Jornal
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Publicado em 24/07/2012 às 7:39
Do Redator de Plantão Atualizado às 08h57 Na manhã desta terça-feira (24), os repórteres Fábio Mendes e Renato Barros, da Rádio Jornal, estiveram em delegacias de grande movimentação no cotidiano para verificar a paralisação que persiste, mesmo após a decisão da justiça pernambucana. Fábio Mendes, na Delegacia de Plantão de Santo Amaro: Renato Barros, da Delegacia de Plantão de Olinda: O desembargador Silvio Beltrão analisou a ação ordinária impetrada pela Procuradoria Geral do Estado. Caso a os policiais civis, com greve instalada deste esta segunda-feira (23), não volte às delegacias, o sindicato Sinpol terá que pagar R$ 20 mil reais por dia. O mérito da questão será analisado em data a ser agendada na pauta do pleno do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Os trabalhadores da segurança pública garantem que o protesto continua pelo menos até quinta-feira (26), data da assembléia geral. Nesta segunda, primeiro dia da paralisação por tempo indeterminado, não faltou relato de gente que desconhecia o início da greve. Como os boletins de ocorrência não estão sendo preenchidos a opção é utilizar os serviços disponíveis na delegacia interativa na internet. O autônomo Valmir Lira foi nesta segunda à delegacia de Casa Caiada, em Olinda, Grande Recife, em busca de orientação e perdeu a viagem: Os policiais civis garantem que 30% das atividades que representam os serviços essenciais estão sendo realizados. A categoria reclama dos baixos salários um agente no início da carreira ganha por mês R$ 2.600. Um comissário, que não quer ser identificado, temendo represália, procurou a redação da Rádio Jornal. Ele diz que foi ameaçado pelos superiores iria ter o ponto cortado e outras sanções no caso de adesão a greve: A reportagem da Rádio Jornal tentou uma resposta junto a cúpula da polícia civil, mas não obteve retorno. Quem abriu o verbo contra a paralisação por tempo indeterminado dos policiais civis foi o governador do Estado. Eduardo Campos lembrou que há um acordo firmado pelo Sinpol ano passado sobre itens salariais. O Estado diz que a categoria vai receber até 2014 reajuste real de 47,34%. No Diário Oficial desta terça-feira (24) está sendo publicada a portaria que detalha o corte do ponto e outras sanções. O governador Eduardo Campos afirma que não há como conceder mais do que já foi acertado previamente: O início da greve dos policiais civis coincidiu com o anúncio das novidades do programa de jornada extra da segurança pública. Cada plantão de oito horas vai render R$ 120 para os praças da polícia militar e do corpo de bombeiros. R$ 180 é o valor pago pelo turno a mais no caso dos policiais civis e cientificos além dos oficiais da PM. Delegados e comandantes de unidades de plantão irão embolsar R$ 270 pela carga horária de 12 horas. Os agentes penitenciários também foram incluídos no programa de jornada extra PJES da SDS. Isso significa na prática que 28 delegacias vão funcionar em regime 24 horas. O número de áreas monitoradas por duplas de policiais em viaturas ou motos passa para 100 a partir de primeiro de agosto. Wilson Damázio, secretário estadual de defesa social se mostra otimista quanto ao êxito da iniciativa pautada no Pacto Pela Vida: O presidente do sindicato dos policiais civis critica o programa de jornada extra da segurança pública. Cláudio Marinho explica que a categoria precisa de salários compatíveis à importância da atividade. Ele assegura que mesmo com a justiça considerando a greve ilegal os trabalhadores não retornam às delegacias. Durante a paralisação, os flagrantes serão realizados nas delegacias de plantão de Casa Amarela, Cordeiro, Boa Viagem, Paulista, Prazeres, Olinda, Santo Amaro, Várzea e seccionais dos municípios do interior. Cláudio Marinho, presidente do Sinpol diz que vai recorrer da decisão da justiça ele explica o impasse: O governo do Estado divulgou nesta segunda o calendário de pagamento dos salários para o semestre. Os vencimentos de julho serão liberados nos dias 27, 30 e 31, começando pelos inativos. A secretaria com o maior número de servidores da ativa, a educação tem como outras datas trinta de agosto e vinte e sete de setembro. Os cerca de 220 mil servidores custam aos cofres públicos quase R$ 600 milhões por mês.