Na segunda matéria da série “Sim, Sou Negro” a auto-aceitação como afrodescendente

Da Rádio Jornal
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Publicado em 20/08/2012 às 7:43
Elton Ponce e Érick França Especial para a Rádio Jornal  Será que para ser negro é preciso se identificar através do visual e estilo? Para muitas pessoas a resposta é sim. Os penteados black power, com tranças ou dreads fazem a diferença na hora da auto-aceitação como afrodescendente. Para outras, é possível ter orgulho de sua cor sem necessariamente ostentar características de cabelo, trejeitos e crenças. Os negros gritaram no último censo do IBGE e mostraram que são mais da metade da população brasileira, mas as discussões sobre a autoafirmação deles vão além dos dados coletados. Em relação ao estilo, os salões afro fazem o maior sucesso dentre aqueles que acreditam que é preciso se identificar através do visual. O salão Afro Anastácia, que fica no centro do Recife, foi inaugurado há oito anos e, hoje, possui vários clientes assíduos, como é o caso da professora de dança Ana Paula Guedes, que faz penteados afro desde os 18 anos. A proprietária do salão, Ana Fabíola, conta como surgiu a ideia de montar o salão de beleza. Tanto a proprietária quanto a cliente do salão concordam que a aceitação do negro começa pelos fios do cabelo. Já o Mestre em Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), professor Silvio Ferreira, acredita que nem o jeito do cabelo ou qualquer outra característica é importante para definir o orgulho pela cor do indivíduo. Na próxima matéria da série Sim, sou negro você vai conferir como o negro, independente do seu estilo, se aceitou e enfrentou o preconceito para conseguir sucesso no mercado de trabalho em Pernambuco. Ouça, abaixo, a segunda matéria da série Sim, sou negro divulgada nesta manhã nas Rádio Jornal e JC/CBN. Serviço: Salão Afro Anastácia By Fabíola Rua Floriano Peixoto, 85, Recife/PE - Edifício Vieira da Cunha, 2º andar, Sala 237 Fone: 3225-0038