Trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima e Petroquímica Suape param atividades


Da Rádio Jornal
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Publicado em 30/10/2012 às 11:44
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Do JC Online A manhã começou agitada no Complexo de Suape. No início do expediente, funcionários da Refinaria Abreu e Lima e na Petroquímica Suape resolveram cruzar os braços mais uma vez. A categoria decidiu parar as atividades para pedir equiparação salarial. De acordo com funcionários do Complexo, que abriga mais de 50 mil trabalhadores, operários que exercem a mesma função ganham salários diferentes, com variações de até 30%, o que tem provocado revolta em boa parte das pessoas. "Não dá pra ficar desse jeito. Exercemos as mesmas funções e os salários são diferentes. Eu, por exemplo, ganho R$ 1.200. Um outro funcionários, que faz a mesma coisa que faço, ganha R$ 1.700. Isso é injusto", disse, por telefone, um grevista que não quis se identificar. Os funcionários estão conduzindo a paralisação de forma pacífica. O Batalhão de Choque está no local, mas apenas por precaução. Eles compareceram à Refinaria e à Petroquímica e bateram o ponto, mas não estão trabalhando. A decisão de parar as atividades foi tomada após tentativa de negociação entre o Sintepav (Sindicato dos Trabalhadores) e o Sinicon (Sindicado dos Patrões), na segunda-feira (29), que previa uma possível equiparação salarial. Os representantes dos sindicatos compareceram ao Ministério do Trabalho na tarde desta segunda-feira (29), mas não chegaram a um acordo. Segundo Margarete Rubem, advogada do Sinicon, a administração do Complexo foi pega de surpresa com a atitude dos trabalhadores. Essa foi uma decisão arbitrária, porque estamos tentando negociar uma possível equiparação salarial. Os funcionários não aceitaram nossa proposta porque só estão interessados no teto máximo, alega Margarete. A negociação faz parte dos acordos tomados na última greve da categoria, que aconteceu em agosto e foi marcada por conflitos entre funcionários e policiais. Apesar de considerada ilegal, a paralisação durou 15 dias e só chegou ao fim com acordo entre o Sintepav (sindicado dos trabalhadores) e o Sinicon (patrões). Nas negociações, ficou acertado abono de 70% dos dias parados.

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