Prefeito de Afogados da Ingazeira não gosta de prorrogação do IPI reduzido

Da Rádio Jornal
Da Rádio Jornal
Publicado em 02/04/2013 às 11:30
Leitura:
Da Rádio JC News Recife O prefeito de Afogados da Ingazeira - no Sertão pernambucano -, José Patriota (PSB), presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), classificou como "um golpe contra os municípios" a prorrogação do IPI reduzido para o setor automotivo, anunciada no fim de semana pelo governo federal. Reunidos nesta segunda-feira (1º), os prefeitos de Pernambuco aprovaram uma moção de repúdio à decisão da Presidência. O presidente da instituição participa nesta terça-feira (02/04) de reunião em Fortaleza com o Conselho Deliberativo da Sudene, que contará com a participação de todos os governadores do Nordeste, ministros e a presidenta Dilma Rousseff. José Patriota lembra das dificuldades enfrentadas no ano passado pelas cidades por causas destas isenções. Ocorre que, no modelo atual de distribuição de tributos no Brasil, os municípios dependem de repasses do governo federal, que centraliza a arrecadação dos impostos mais rentáveis, o Imposto de Renda (IR) e o IPI. Ou seja, quando o governo reduz a alíquota do IPI para incentivar a geração de empregos e o consumo, diminui os repasses para os municípios. Repetindo a crítica ao governo federal, o prefeito de São Lourenço da Mata - no Grande Recife -, Ettore Labanca (PSB), disse que os municípios só terão agora o caminho das demissões. "Com o aumento do salário mínimo e do piso dos professores, que ficou acima dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal em muitos lugares, fomos surpreendidos com esta notícia. É penalizar os municípios mais uma vez, especialmente o Nordeste em favor exclusivamente da indústria automobilística, pois já foi comprovado que isso em nada ajudou a economia do País, disparou.

Mais Lidas