Arritmia cardíaca também atinge o feto

Da Rádio Jornal
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Publicado em 15/04/2013 às 10:13
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Da Rádio JC News Recife Arritmia fetal é definida como qualquer irregularidade do ritmo cardíaco fetal ou qualquer ritmo regular que se mantenha fora do limite de 100 a 180 batimentos por minuto. Muitas alterações do ritmo cardíaco fetal são causadas por problemas cistólitos isolados que, embora não sejam eventos em geral nocivos, podem precipitar taquicardias fetais com repercussões clínicas importantes, como insuficiência cardíaca e hidropsia fetal não-imune. Neste caso, uma terapêutica adequada acontece mesmo antes do parto. Na maioria das vezes a detecção de uma anormalidade do ritmo cardíaco fetal ocorre durante a ausculta e esse achado é geralmente de um intervalo maior que o normal entre os pulsos. Isso ocorre em função de uma pausa após uma extrassístole ou por uma extrassístole incapaz de produzir um sinal detectável ao Sonar Doppler. Menos comumente à impressão são taquiarritmias ou bradiarritmias sustentadas. Uma correta conduta nos casos de arritmias fetais necessita de um diagnóstico preciso, do conhecimento de seu mecanismo eletrofisiológico e sua história natural, do domínio da farmacologia e da farmacocinética dos agentes antiarrítmicos tanto na mãe quanto no feto, além do bom senso na análise dos riscos e benefícios da terapêutica. Na avaliação das arritmias cardíacas fetais, pode-se dividi-las em dois grandes grupos: as taquiarritmias e as bradiarritmias, com outros diagnósticos dentro de cada um desses. A ecocardiografia possibilita uma visão privilegiada da anatomia e da fisiologia do minúsculo do coração do feto. Com nitidez, o especialista examina as quatro câmaras do coração, o funcionamento das válvulas cardíacas, os grandes vasos sanguíneos que saem do órgão e o fluxo circulatório em seu interior, além de avaliar o rítmo cardíaco fetal. Com isso, é possível fazer um diagnóstico preciso das arritmias fetais, da repercussão da arritmia sobre o coração fetal. O aparelho é o mesmo utilizado para o exame de ultrassom fetal, o que muda é a sua programação. Benefícios do diagnóstico precoce - O objetivo principal de um diagnóstico precoce da malformação fetal, ao contrário do que muitos pensam, não é operar o feto dentro do útero materno. A vantagem é poder encaminhar a gestante para um hospital estruturado e em condições de assistir a criança, após o nascimento. Também é possível controlar a arritmia do feto com medicamentos administrados à mãe ou injetados no cordão umbilical. Após o nascimento, o bebê pode precisar continuar tomando a mesma medicação. Na maioria dos casos, a criança supera a doença nos primeiros anos de vida. A ecocardiografia fetal é recomendada a partir da 18ª semana de gestação, ocasião em que o coração já está formado. A doença pode acometer o bebê de qualquer gestante, independente de cor, sexo ou idade. E pais sem problemas cardíacos não significa criança com coração saudável. Daí a importância dos exames. Ouça a entrevista com a médica especialista em cardiologia fetal, Karina Lopes.

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