Aparelho intraoral ajuda no combate ao ronco

Da Rádio Jornal
Da Rádio Jornal
Publicado em 08/05/2013 às 11:42
Leitura:
Da Rádio JC News Recife Poucas pessoas se preocupam com o ronco como deveriam. Antes banalizado pela população, agora ganhou status de alerta. O ronco poder ser sinal de um problema mais grave, como a apneia do sono e até provocar distúrbios do sono no companheiro de quem em o problema. Uma ótima alternativa para quem sofre com roncos e noites mal dormidas é o uso de um aparelho móvel intraoral que, por sua estrutura, permite uma maior abertura das vias respiratórias e resolve o incômodo do ronco nos casos leve e moderado. Os médicos estimam que pelo menos 50% da população brasileira ronquem eventualmente, e 20% tornam-se roncadores habituais após os 40 anos de idade. De acordo com a odontóloga Renata Grinfeld, responsável por este tipo de tratamento na clínica, o aparelhinho é chamado de Sonodente. Se parece com uma peça ortodôntica, mas ele veio para substituir o CPAP nesses casos mais simples e é muito mais prático e simples de manusear, além de leve e silencioso.  Basta colocar na boca na hora de deitar. O aparelho foi criado para ser facilmente manipulado pelo próprio paciente. Com uma engenharia delicada, vinda de São Paulo, e uma técnica especializada, o dentista o projeta para fazer avançar milimetricamente a posição da mandíbula enquanto o aparelho estiver em uso, permitindo que a respiração seja melhorada.  Os tecidos da garganta ficam mais firmes, evitando o ronco, e a língua fica menos solta, evitando que ela caia para trás, o que representaria outro porquê da obstrução de ar. Outro lado positivo é que, como o aparelho é articulado, com duas partes, dá para inclusive, conversar, o que não acontece com o uso do CPAP. Normalmente, com o uso continuado do aparelho, em três meses a qualidade de vida do paciente volta ao normal e o índice de apneia é regulado. Depois, basta fazer o acompanhamento semestralmente, diz Renata. Quem tem apnéia vive com sono porque dorme mal, já que não respira direito. É um sono que não repõe as energias. E o pior: a falta de ar e a inconstante entrada de oxigênio disparam a pressão arterial. Um fenômeno que, no início, se restringe à madrugada, mas, com o tempo, ganha o dia e a vida do apnéico. O cuidado é necessário porque a apnéia aumenta em cinco vezes o risco de hipertensão existente. Por isso, enquanto a apnéia não é tratada, a pressão alta também não cede. Os riscos com o ronco esporádico ou uma apneia leve podem evoluir com a idade, ainda mais se a pessoa engordar. De acordo com Renata, existe uma falta de esclarecimento geral sobre o assunto. Muita gente ainda acredita que a única opção é o CPAP, que, por ser bem maior, incomoda e assusta os pacientes, mas isso não condiz mais com a realidade. É preciso que os médicos que diagnosticam a apneia do sono comecem perceber a possibilidade do tratamento com o aparelho intraoral, além das próprias pessoas que têm apneia do sono. Sobre o assunto, Mário Neto conversa com a odontóloga Renata Grinfeld. Ouça.

Mais Lidas