MST entra na polêmica sobre fazenda citada em caso de assassinato de promotor


Da Rádio Jornal
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Publicado em 18/10/2013 às 8:35
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Do Redator de Plantão Fazenda Nova Foto: Reprodução/ Blog cariricangaco.blogspot.com.br Fazenda Nova Foto: Reprodução/ Blog cariricangaco.blogspot.com.br O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra entrou na polêmica em torno da Fazenda Nova, localizada no município de Águas Belas, citada no caso do assassinato do promotor de Itaíba. A polícia trabalha com a hipótese de que a morte de Thiago Faria Soares, na manhã da segunda-feira (14), foi motivada pela disputa de terra. José Maria Pedro Rosendo Barbosa, Zé Maria de Mané Pedo, de 52 anos, o posseiro da dita fazenda, não aceitou deixar o local. Às margens da BR 423, a Fazenda Nova (alvo de espólio) tem 1800 hectares, dos quais 25 foram adquiridos pela noiva do promotor num leilão da Justiça do Trabalho antes do início do relacionamento. Thiago Faria Soares teria colaborado para a imissão de posse e a saída da família de José Maria, em junho deste ano. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra diz que 60 famílias reivindicam a titularidade do espaço. Elas estão acampadas desde 2004 à espera da desapropriação por parte do Incra estadual. O MST argumenta que o impasse se deve ao fato de que a Funai considera a fazenda um território indígena. Os sem terra denunciam que o clima de violência em Águas Belas é antigo, inclusive com relatos envolvendo gente ligada á Fazenda Nova. Jaime Amorim, coordenador estadual do movimento, questiona a Justiça do Trabalho neste caso: A reportagem da Rádio Jornal não conseguiu localizar um entrevistado do Incra nem da Funai para falar sobre o assunto.

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