Polícia investiga venda superfaturada de túmulos pertencentes a irmandades religiosas

Da Rádio Jornal
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Publicado em 31/10/2013 às 14:57
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cemiterio2 Suspeita de crime acontece no Cemitério de Santo Amaro, na área central do Recife Foto: Guga Matos / JC Imagem A Delegacia da Boa Vista, na área central do Recife, está investigando um suposto esquema de venda com valores superfaturados de túmulos que pertencem a irmandades religiosas, no Cemitério de Santo Amaro, o maior do Estado, também no Centro da cidade. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Adelson Barbosa, as investigações iniciaram com a possibilidade de crime contra a economia popular, mas foram identificadas irregularidades em recibos, que eram emitidos pelas irmandades e depois alterados pelos terceiros para o dobro e até o triplo do valor. As investigações começaram há cerca de três meses. A polícia já ouviu mais de 20 pessoas e oito vítimas já foram identificadas. O vigário geral da arquidiocese de Olinda e Recife, Monsenhor José Albérico Almeida, explica que as irmandades são pessoas jurídicas independentes, com administração e estatutos próprios, e é isso que pode dizer se é possível vender os túmulos, não tendo uma relação direta com a arquidiocese. Os envolvidos podem responder pelo crime de estelionato, com pena de até cinco anos de prisão. Eles também podem responder também por formação de quadrilha, somando mais três anos de reclusão. A Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), administradora do cemitério, e o Ministério Público informaram que não vão se pronunciar até o final das investigações. O repórter Thiago Graff ouviu o delegado responsável pelo caso:

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