Comissão da Verdade investiga perseguição a artistas e intelectuais durante ditadura militar

Da Rádio Jornal
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Publicado em 21/11/2013 às 16:31
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Atualizada às 22h30 abelardo Abelardo da Hora, que integrava o MCP, chegou a ser preso 30 vezes Foto: Ricardo B. Labastier / JC Imagem A Comissão Estadual da Memória e da Verdade Dom Helder Câmara, que investiga crimes contra os direitos humanos cometidos durante o regime militar, ouviu, nesta quinta-feira (21), o artista plástico Abelardo da Hora, de 89 anos, e o economista Manoel Messias, de 78 anos. A sessão foi aberta ao público e aconteceu no auditório da OAB, na Rua do Imperador, no Centro do Recife. Os depoimentos tomados pela comissão ajudarão a elucidar os casos de perseguição política envolvendo o meio artístico e cultural dos anos 70. O economista Manoel Messias era professor na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) quando foi preso. Já Abelardo da Hora, que, na época, integrava o Movimento de Cultura Popular, chegou a ser preso mais de 30 vezes. A comissão investiga 51 casos de atentados aos direitos humanos no Estado, entre assassinatos ocorridos em circunstâncias nunca esclarecidas, como o caso do padre Henrique. A Comissão Estadual da Memória e da Verdade Dom Helder Câmara já realizou 23 audiências públicas desde o início das suas atividades. Os trabalhos devem ser concluídos até junho de 2014, quando um relatório deverá ser entregue ao governo do Estado. A repórter Karoline Fernandes conversou com o secretário-geral da comissão, Henrique Mariano: À noite, a apresentadora Éden Pereira entrevistou Henrique Mariano.

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