Informalidade é um dos obstáculos enfrentados pela sétima arte em Pernambuco


Da Rádio Jornal
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Publicado em 27/11/2013 às 22:15
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Houldine Nascimento e Túlio Vasconcelos Da Rádio Jornal Na terceira e última reportagem da série Cinema Pernambucano: uma história de ousadia, o assunto é o futuro dos trabalhadores do setor, que têm de enfrentar a informalidade, mesmo com a boa repercussão do cinema local. Febre do Rato 3 Dirigido por Cláudio Assis, Febre do Rato é um dos sucessos de crítica do cinema local. Foto: Divulgação / Imovision Pernambuco é um dos estados que mais produzem filmes no Brasil. Uma prova dessa intensa produção é a quantidade de festivais que acontecem por aqui, como o Cine PE e o Janela Internacional de Cinema do Recife. [Ouça a terceira matéria especial] Em um ano de grande importância para a produção local, o cinema pernambucano ganha cada vez mais destaque nos festivais nacionais e internacionais. Mas é possível viver do audiovisual? O coordenador do curso de Cinema da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Rodrigo Carreiro, garante que sim, apesar da grande informalidade no mercado e as dificuldades de encontrar um trabalho com carteira assinada. protestocineastaCineastas de Pernambuco em protesto durante Cine PE de 2011. Foto: Reprodução / Site Pipoca Moderna Sem bacharelado em Cinema, a maioria desses diretores foi esculpida pela cinefilia e por cineblubes. Alguns deles têm formação autodidata. Outros são oriundos de cursos de Comunicação. Formado em jornalismo, o diretor Marcelo Pedroso destaca a atuação dos cineclubes. Se a primeira geração dos criadores é formada em Jornalismo, hoje há cursos de Cinema na UFPE e em instituições privadas. Tudo isso é reflexo da produção regional. Paulo cunha, professor do curso de Cinema da UFPE, afirma que o setor tem um mercado crescente no estado. professor-ufpeProfessor Paulo Cunha destaca crescimento do setor em Pernambuco, mesmo com informalidade no mercado. Foto: Reprodução /Internet A categoria negocia atualmente com o governo direcionamento do curso técnico de Cinema, de forma que atenda as leis de mercado. O governo estadual também prometeu avançar em outras áreas da cadeia do audiovisual. Entre elas, estão a fundação de escolas técnicas para a formação de mão obra e a compra de espaços nos cinemas comerciais. Essa é a profissão que Edmilson Madureira escolheu. Estudante do 4º período de Cinema na UFPE, ele já faz planos. Como é comum no Brasil, o cinema pernambucano teve de ser descoberto primeiro lá fora, para então ganhar atenção aqui. paulo caldas Paulo Caldas pontua qualidade da produção local. Foto: Roberto Guerra / Cineclick Uol Felipe Calheiros, diretor de Acerca da cana, atenta para o desafio de aproximar os filmes do público local. O cineasta Paulo Caldas, de sucessos como Baile Perfumado e Deserto Feliz, afirma que as produções feitas em Pernambuco não devem nada às demais cinematografias. A série de reportagens contou com os trabalhos técnicos de Tony Vasconcelos. Confira as duas primeiras matérias: >> Bom momento da sétima arte local é fruto da independência narrativa dos realizadores >> Presença de incentivos e financiamentos estatais contribui para boa fase do cinema local

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