Moradores corriam com botijões de gás para fora da área incendiada a fim de evitar danos maiores à comunidade Roque IIIFotos: Bobby Fabisak/JC Imagem A polícia já começou a investigar a origem do incêndio que destruiu cerca de 50 barracos da comunidade Roque III. Entre as hipóteses, a mais forte é de que a brincadeira de um grupo de crianças com fósforos deu início ao fogo. Por conta da grande concentração de material inflamável pouca coisa foi salva pelos moradores da comunidade. Seis pessoas tiveram que ser socorridas com crise nervosa, mas todos já receberam alta médica. Na manhã do domingo (16), 24 horas depois do incêndio, o cenário na comunidade de Roque III era de completa devastação. As famílias desabrigadas resolveram ir para casa de parentes em vez do abrigo municipal Travessa Gusmão, no bairro de São José. Em agosto do ano passado, 103 barracos localizados nas imediações do bairro dos Coelhos foram destruídos por um incêndio. A moradora Ana Cristina da Silva diz que não teve tempo para retirar os poucos pertences da moradia humilde: Dois carros pipa e um caminhão bitrem foram utilizados para conter as chamas na comunidade na manhã do sábado (15). O capitão do Corpo de Bombeiros Sérgio Ricardo revela que não foi fácil apagar as chamas: De acordo com a Prefeitura do Recife, 80 profissionais foram mobilizados para o atendimento aos desabrigados. O ponto de distribuição das cestas básicas, roupas e kits de higiene pessoal é na escola municipal dos coelhos. As doações para as famílias atingidas pelo incêndio podem ser entregues na sede do Iasc, na Rua Imperial, no bairro de São José. Na sexta-feira (21) a prefeitura vai promover uma audiência pública sobre a construção de um habitacional. O conjunto residencial irá contar com 288 unidades as beneficiadas serão as famílias da área. O Coronel Adalberto Farias Ferreira, secretário executivo de defesa civil do Recife, diz o que o poder público tem feito: