Molon, relator do Marco Civil da Internet, diz não abrir mão do princípio da neutralidade da rede

Da Rádio Jornal
Da Rádio Jornal
Publicado em 13/03/2014 às 15:50
Leitura:
Com informações da Agência Brasil moloooon6 Deputado se diz preocupado pela votação em clima de hostilidade na Câmara Foto: Wilson Dias / Agência Brasil Após pedido do governo para tentar construir a maioria necessária à aprovação do Marco Civil da Internet, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), decidiu transferir para a próxima semana a votação do projeto. O Marco Civil da Internet tramita em regime de urgência a pedido do próprio governo. Por falta de consenso, não foi votado no ano passado, trancando a pauta da Câmara desde outubro. O principal entrave é com o líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), que já disse várias vezes que a orientação da bancada é votar contra o projeto. Cunha, que também apresentou um texto alternativo para a proposta, critica o ponto que define a neutralidade de rede, princípio pelo qual não deve haver discriminação no tráfego de dados de usuários e provedores. Em entrevista à JC News com Aldo Vilela, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do projeto, disse que a neutralidade é o ponto onde existe maior divergência, sobretudo por pressão das empresas de telefonia. Caso não exista neutralidade, os usuários terão que pagar diferentes preços para acessar determinados sites: um valor X para apenas utilizar o email, Y para escutar música, Z para assistir filmes e assim por diante, o que é benéfico para as empresas de telefonia. Molon disse, no entanto, que este é um ponto que não será modificado por ele. O deputado acredita que o projeto será votado em breve, mas que a discussão de uma proposta tão importante em um ambiente político ruim é preocupante.

Mais Lidas