Para pesquisador, fim das torcidas organizadas não favorece diminuição da violência nos estádios

Da Rádio Jornal
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Publicado em 07/05/2014 às 8:00
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santa_guga Em março, torcedores protagonizaram cenas de selvageria Foto: Guga Matos / JC Imagem O recente caso da morte do torcedor Paulo Ricardo Gomes, assassinado na última sexta-feira (2), atingido por um vaso sanitário no estádio do Arruda, na Zona Norte do Recife, reacendeu o debate a respeito da violência cometida dentro e fora dos estádios, e que levam nomes e carregam escudos de torcidas organizados. Em entrevista à JC News, o doutor em Psicologia Social e pesquisador da Unicamp, Felipe Tavares Lopes, explica que as organizadas têm se envolvido em ações violentas, mas que elas não são as únicas responsáveis pela violência no futebol, e são um reflexo da sociedade em que vivemos. e5c436b30f72cffc748e8860090c715e Na última sexta (2), torcedor foi morto atingido por privada Foto: Guga Matos / JC Imagem Para o pesquisador, a extinção das organizadas não favorece o fim da violência e seria "um pior começo." Para ele, isso significa acabar com uma fonte de lazer e de identidade para milhares de jovens que não encontraram isso em outras instituições. Essas torcidas possuem organizações próprias que podem representar a única ponte entre torcedores e o Estado. Felipe Tavares Lopes lembra que as próprias organizações têm medidas internas de contato com os membros e que isso pode ser usado a favor do fim da violência. LEIA MAIS Polícia continua buscas pelos outros dois envolvidos na morte do Torcedor Paulo Ricardo, suspeito preso possui antecedentes criminais

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