Em assembleia, policiais militares e bombeiros decidem manter a paralisação

Da Rádio Jornal
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Publicado em 13/05/2014 às 18:53
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Da Rádio Jornal Atualizada em 14.05.2014 às 16h20 Patrulhas do Bairro não saíram dos quartéis nesta quarta. Foto: reprodução facebook Patrulhas do Bairro não saíram dos quartéis nesta quarta. Foto: reprodução facebook Em assembleia na frente do Palácio do Campo das Princesas, centro do Recife, os policiais militares e bombeiros de pernambuco decidiram manter a paralisação. O Governo propôs a incorporação da gratificação de risco de vida, no valor de R$500, no salário e prometeu rever do plano de cargos e carreiras até o dia 15 de julho. Mas a categoria não aceitou. Após paralisação de advertência, Policiais Militares e Bombeiros realizam, na manhã desta quarta-feira (14), uma assembleia entre os representantes das corporações e integrantes do governo. Os policiais militares e bombeiros estão sendo orientados a comparecer nos quartéis e suspender as atividades. A tropa está concentrada em frente ao Palácio do Campo das Princesas. saiba mais na reportagem de Karoline Fernandes: Na tarde dessa terça-feira (13), Policiais Militares e Bombeiros realizaram uma caminhada coletiva no Centro do Recife cobrando melhorias salariais e de condições de trabalho. No fim da tarde, uma comissão foi recebida pelo secretário da Casa Civil, Luciano Vasquez. PRO2 A categoria não aceitou a resposta dada pelo Estado e decidiu radicalizar dando início ao protesto. O soldado do 13º Batalhão da Polícia Militar, Joel da Arpa, afirma que o poder público sabia da insatisfação nos quartéis: A pauta reivindicada pelos policiais militares e bombeiros tem 18 itens, entre os quais reajuste na gratificação de risco e um kit composto por arma, algema e colete a prova de bala dentro do prazo de validade para toda a tropa, além da implantação de subsídios, plano de cargos e carreiras, aprovação da PEC-300 e aumento do valor do vale alimentação de R$ 154 para R$ 500. O subtenente Ricardo Lima diz que a paralisação é pra valer, ou seja, vai durar o tempo que for necessário: Os policiais militares e bombeiros vão receber 14,55% no contracheque de junho. O estado informa que foi criada uma comissão multissetorial para analisar todos os itens da pauta. O governo garante que a segurança pública é um serviço essencial e será disponibilizada nesta quarta. Luciano Vasquez, secretário da casa civil afirma que os policiais militares não falaram em paralisação durante a apresentação da pauta de reivindicações: De acordo com soldado Albérisson Carlos, membro da comissão da Associação de Cabos e Soldados, os profissionais já devem sim cruzar os braços nesta quarta-feira (14). "Quem tiver de ir trabalhar a partir desse momento, já deve parar as atividades", disse. Porém, segundo advogados não é possível uma paralisação de 100% da categoria, uma vez que fornece serviços essenciais a população. "Essa greve deve ser decretada como ilegal, pois envolve um serviço imprescindível para a população. Uma greve primeiro se decreta e depois de 72 horas, ele deve ser colocada em prática. Mas no caso da polícia, não há amparo legal para a paralisação dos serviços", apontou o advogado Ney Araújo. Ouça detalhes na reportagem de Isa Maria, abaixo:

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