Juristas divergem sobre decisão do STF que impede condenados pelo mensalão de trabalhar


Da Rádio Jornal
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Publicado em 13/05/2014 às 12:24
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Da Rádio Jornal Nesta terça-feira (13), o comunicador do programa Super Manhã da Rádio Jornal, Geraldo Freire conversou com o jurista, José Paulo Cavalcanti Filho, sobre a decisão do ministro e atual presidente do Supremo Tribunal federal (STF), Joaquim Barbosa, que impede trabalho externo dos condenados no mensalão. Para José Paulo Cavalcanti Filho, Joaquim Barbosa não está perseguindo os condenados no mensalão ligados ao PT. Cavalcanti lembrou do caso de José Genoíno, que as várias perícias pedidas pelo STF não detectaram problemas graves, ao contrário do que diziam seus médicos. O jurista afirmou ainda que Barbosa fez muito bem ao vedar o trabalho externo para os réus, que estão condenados no regime semi-aberto. "Ele fez muito bem. Tem que valer para todo mundo", afirmou. "Não vejo problema nenhum para as pessoas condenadas ao regime semi-aberto pelo país", declarou. José Paulo completou ainda que todo corrupto tem que ir para cadeia. Os que tem coloração partidária são perseguidos políticos? Tem que acabar com isso", declarou. Já o promotor da Vara de Execuções Penais, Marcellus Ugietti, considera que a decisão de Joaquim Barbosa é ilegal. Disse que o presidente do STF está agindo na base da ilegalidade, pois uma pessoa condenada no semi-aberto pode trabalhar assim que lhe for oferecido trabalho. Segundo Marcellus, eles não precisariam de autorização da Justiça. É um regime diferenciado que se está se fazendo com os condenados do PT. É um absurdo o que este ministro está fazendo", completa.

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