Mais de 200 pessoas foram presas em Pernambuco durante greve dos policiais e bombeiros militares

Da Rádio Jornal
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Publicado em 16/05/2014 às 8:15
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Atualizada às 10h50 c28a2b9dc572feae4e7435ba23039b80 Foto: Igo Bione / JC Imagem Durante a greve de bombeiros e policiais militares, 234 pessoas foram detidas e 102 autuadas em flagrante por crimes como furto e roubo, durante os dois de greve da Polícia Militar. Como explica o o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Osvaldo Morais, em entrevista à JC News: De acordo com André Malibeu, diretor de operações do Grande Recife Consórcio de Transportes, a saída dos ônibus das garagens aconteceu normalmente, nesta sexta, e ainda não há um balanço final das depredações nos coletivos. Apesar do fim da greve, os homens da Força Nacional e do Exército Brasileiro permanecem nas ruas de Pernambuco. De acordo com o secretário de imprensa de Pernambuco, Ivan Maurício, essa é uma decisão de prudência, para se acompanhar o retorno dos policiais aos pontos de trabalho. Ainda não se sabe até quando as tropas permanecem no estado e essa é uma decisão do governador João Lyra Neto: Sobre a volta dos policiais ao trabalho, o coronel José Carlos Pereira enfatiza que às 22h, dessa quinta (15), 100% das policiais e bombeiros do interior já haviam voltado ao trabalho. No Grande Recife, o índice foi de 90%. Grande parte das pessoas foi detida por saques a lojas de eletrodomésticos, principalmente, no centro de Paulista, Abreu e Lima, e em bairros da Zona Norte do Recife. Em um hipermercado no bairro de Casa Forte, uma relojoaria foi alvo de quatro criminosos. Em bairros como Beberibe, Encruzilhada e Peixinhos, não houve saques, mas a Polícia Civil e o Exército tiveram trabalho para dispersar moradores que se amontoavam em frente aos estabelecimentos. Em Abreu e Lima, o prejuízo do comércio já chegou a R$ 1 bilhão, de acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade. Em entrevista à JC News com Aldo Vilela, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Recife, Eduardo Catão, explica que o prejuízo que tiveram os comerciantes da capital, nestes dias de greve, com falta de movimento e saques, será calculado nos próximos dias. O comércio funciona normalmente nesta sexta, mas a expectativa é de pouco movimento, já que muitas pessoas ainda estão apreensivas com a onda de violência que atingiu o Estado: Até às 18h, 14 assassinatos foram registrados pelo Instituto de Medicina Legal (IML). No final da tarde dessa quinta (15), um ex presidiário que assaltava carros na Avenida Domingos Ferreira, em Boa Viagem, foi assassinado por um homem que reagiu à investida. No interior do estado, a ira de vândalos teve como foco os prédios da Prefeitura e da Câmara de Vereadores de Toritama. Móveis e equipamentos foram depredados por um grupo de adolescentes, que atearam fogo em documentos. Para o cientista político Clovis Miachi, a onda de violência deixou evidente que o governo não tem controle da população e que a sociedade está voltando ao estado de natureza, à barbárie. Isto acontece por causa das injustiças sociais. Cada indivíduo sai hoje de casa apenas pensando em sobreviver:

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