Policiais vão se reunir com lojistas para definir devolução de mercadorias saqueadas

Da Rádio Jornal
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Publicado em 19/05/2014 às 14:49
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Da Rádio Jornal Delegacia de Abreu e Lima está abarrotada de produtos devolvidos pela população  Foto: Karoline Fernandes/ Rádio JC News Delegacia de Abreu e Lima está repleta de produtos devolvidos pela população
Foto: Karoline Fernandes/ Rádio JC News

Na delegacia de Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, o trabalho de agentes e escrivães tem sido intenso desde o fim de semana. Depois dos saques no comércio da cidade, nos dois dias de greve da Polícia Militar, agora, a população chega à unidade para devolver as mercadorias.

A sala do titular da delegacia, Albéres Felix ficou abarrotada de televisores, fardos de alimentos e outros objetos, inclusive de higiene pessoal. Ele explica que tudo está sendo catalogado, e que uma reunião com lojistas deve definir como será a devolução das mercadorias.

Muita gente que devolveu os objetos foi intimada a prestar depoimento. Algumas pessoas já estavam sendo ouvidas pela polícia e podem responder por furto qualificado quando ocorre dano ao patrimônio, ou receptação. Cobrador em transporte alternativo na cidade, Alexandre Barbosa se apresentou à polícia com um televisor. E disse que estava arrependido do que fez.

Loja de sapatos arrombada em Abreu e Lima Foto: Karoline Fernandes/Rádio Jornal Loja de sapatos arrombada em Abreu e Lima
Foto: Karoline Fernandes/Rádio Jornal

No centro comercial, onde pelo menos 26 lojas foram saqueadas e destruídas, funcionários se unem para reabrir as portas. O gerente da loja Credimóveis, José Câmara, soma um prejuízo de até um R$ 1 milhão. Ele espera que a loja volte a receber os consumidores ainda esta semana.

Confira as informações na reportagem de Karoline Fernandes:

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Abreu e Lima, estima um prejuízo de mais de R$ 30 milhões. No próximo domingo (25), os comerciantes vão promover uma passeata para resgatar o ânimo dos lojistas. O ato começa às 9h com concentração na Praça de São José.

O ato é em resposta aos saques que aconteceram durante a greve da Polícia Militar na semana passada. Os comerciantes ainda contabilizam o prejuízo provocado pelos produtos furtados.

O sindicato que representa a categoria decidiu entrar com uma ação na justiça contra o Estado por entender que os governantes não ofereceram a segurança necessária. De acordo com o presidente da CDL Abreu e Lima, Evandro Alves, os comerciantes devem receber um apoio financeiro.

O repórter Carlos Simões traz os detalhes:

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