Amigos, familiares e fãs se reuniram em homenagem a Ariano Suassuna


Da Rádio Jornal
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Publicado em 30/07/2014 às 9:29
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Da Rádio Jornal, com informações do JC Online A viúva Zélia, ao centro, cercada por familiares Foto: JC Imagem A viúva Zélia, ao centro, cercada por familiares
Foto: JC Imagem Centenas de pessoas, entre familiares, amigos e fãs, lotaram a Basílica do Carmo, no bairro de Santo Antônio, na noite desta terça-feira (29), para a celebração da Missa de Sétimo Dia em memória do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna. Das estampas presentes no missal às palavras do arcebispo do Recife e de Olinda, dom Fernando Saburido, a cerimônia seguiu dentro da temática armorial. Demonstrações de carinho e memória foram acompanhadas por trechos de suas obras e canções, como "Cantiga de Jesuíno" e "Os do norte que vem". Sobre a regência de Antúlio Madureira, os músicos que acompanhavam Ariano em suas aulas-espetáculos fizeram uma homenagem ao artista nascido na Paraíba, mas pernambucano de alma. "A gente só podia expressar o nosso amor, a nossa consideração", diz Ednaldo Gomes de Santana, que acompanhava Ariano há sete anos. No encerramento da cerimônia, a filha Mariana acompanhada das netas Ester e Anaís Suassuna dedicaram palavras para o escritor relembrando a sua relação de atenção e carinho com a família, assim como sua religiosidade. "É um homem que se preocupa muito com o outro, uma pessoa honesta e honrada, que detesta a falta de caráter. Duro nas palavras, mas ao mesmo tempo atencioso e carinhoso", afirmou Mariana. Dizem que tudo passa e o tempo duro tudo esfarela: o sangue há de morrer! Mas quando a luz diz que esse ouro puro se acaba por finar e corromper, meu sangue ferve contra a vã razão e há de pulsar o amor na escuridão!, diz o verso de Ariano, retirado do poema em homenagem a Zélia A mulher e o reino, escolhido para estampar a camisa utilizada pelos familiares.

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