Rodoviários e donos de empresas não entram em acordo e greve continua


Da Rádio Jornal
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Publicado em 30/07/2014 às 7:09
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Da Rádio Jornal Desembargador Pedro Paulo Nóbrega mediou audiência de conciliação sem êxito. Foto: Edmar Melo/JC Imagem Desembargador Pedro Paulo Nóbrega mediou audiência de conciliação sem êxito. Foto: Edmar Melo/JC Imagem Na manhã desta quarta-feira (30), quem depende de ônibus para se deslocar dentro da Região Metropolitana do Recife ainda enfrenta dificuldades. A paralisação parcial das atividades dos rodoviários foi mantida após categoria não entrar em consenso com o sindicato dos pratões. O resultado nas ruas são motoristas insatisfeitos e passageiros sem transporte. Nessa terça-feira (29), uma reunião que poderia decidir o fim da greve dos rodoviários na Região Metropolitana do Recife durou seis horas e não chegou a acordo nenhum. A assembleia aconteceu no Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, no Cais do Apolo, e reuniu patrões e empregados. Os motoristas, cobradores e fiscais reivindicam 10% de reajuste salarial e tíquete alimentação no valor de R$ 320,00. Em contrapartida, o patronato chegou a oferecer o percentual 6,06% de aumento. Hoje o salário do motorista é de R$ 1.605,00, cobrador recebe R$ 738,00 e os fiscais ficam com soldo de R$ 1.037. Com o impasse, os grevistas convocaram os trabalhadores para um ato com concentração na sede do Simpere, na Boa Vista, às 7h. Às 15h30, um grupo de trabalhadores promete sair em passeata do Parque 13 de Maio rumo ao Cais do Apolo. A mobilização deve contar com a presença de familiares dos motoristas, cobradores e fiscais de ônibus. O vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargador Pedro Paulo Pereira Nóbrega avaliou ontem a audiência: As atenções se voltam para o julgamento do dissídio coletivo dos rodoviários no TRT da 6ª Região. A sessão do pleno do Tribunal com os dezenove desembargadores está marcada para às 17h desta quarta-feira (30). Em entrevista a ao comunicador Geraldo Freire, o advogado Trabalhista Marcos Alencar explicou que a greve é legal, pois cumpriu com todo o rito de assembleias e anúncios necessários para dar legitimidade a uma paralisação. Em relação ao dissídio coletivo, ele explicou que ele pode ser decidido pela justiça, independentemente da vontade de ambos os lados. Ouça a entrevista completa abaixo: Os representantes do sindicato da categoria se queixam da intransigência do patronato ao negociar itens de efeito financeiro. O presidente eleito, mas ainda não empossado, da entidade Benílson Custódio afirma que o impasse continua: O presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus (Urbana-PE), Fernando Bandeira de Melo, rebateu as críticas dos trabalhadores sobre a contratação de mão de obra terceirizada. Ele se mostra otimista com o desenrolar das negociações nesta terça-feira: Além do juiz, participaram da reunião o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE), Fernando Bandeira; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários Urbanos de Passageiros do Recife e Regiões Metropolitana, da Mata Sul e Norte de Pernambuco, Benilson Custódio; o presidente do Consórcio Grande Recife de Transporte, Nelson Barreto; o diretor do Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Passageiros no Estado de Pernambuco (Serpe-PE), Pedro Luis Pereira; e o presidente do TRT, desembargador Valdir Carvalho.

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