Nível dos reservatórios preocupa Apac e El Niño ainda pode diminuir chuvas no semiárido de Pernambuco

Da Rádio Jornal
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Publicado em 06/08/2014 às 10:00
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115c90b35b73cb0f0a7995f1808a2ff5 Parte dos reservatórios localizados no Sertão estão vazios Foto: Carlos Maciel / NE10 O período chuvoso em Pernambuco acabou em junho. Mesmo assim, o nível dos reservatórios no interior ainda é motivo de preocupação do governo do estado. De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a seca se estende, sem previsão de chuvas fortes. O abastecimento da população deve ser garantido pelas adutoras e pelos poços. Em entrevista à JC News com Graça Araújo, o presidente da Apac, Marcelo Asfora, explica que nem o Agreste nem o Sertão do estado têm garantia de suprimento natural de água, devido ao período de oitos meses sem chuva. A solução são as adutoras, nas áreas urbanas, que captam água do Rio São Francisco ou de reservatórios. Um complicador neste ano é a previsão do fenômeno El Niño, que está associado à redução de chuva no semiárido. Até o momento, no entanto, não se sabe com que intensidade o fenômeno vai atuar: No Agreste, a capacidade das barragens é de 22% e, no Sertão, de 13%. Esse é o reflexo de uma seca prolongada desde 2011. No litoral e na Zona da Mata, os 14 reservatórios, juntos, estão com 75 % da capacidade de acumulação. A barragem de Pirapama, no Cabo de Santo Agostinho, que abastece 70% da Região Metropolitana do Recife, está com a capacidade total: pouco mais de 60 milhões de metros cúbicos. Já a barragem de Tapacurá acumula 94 milhões de metros cúbicos, quase 70% da capacidade máxima. No Sertão, as 39 barragens monitoradas pela Apac estão em níveis críticos. Juntas, elas somam apenas 13% da capacidade total de acumulação.

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