"Antes de ser apurado o camarada já é punido", diz Guilherme Uchoa

Da Rádio Jornal
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Publicado em 08/08/2014 às 11:09
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Com informações do JC Online  Foto: JC Imagem
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O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o deputado Guilherme Uchoa (PDT), conversou nessa sexta-feira (8), com a âncora Clarissa Siqueira sobre a polêmica envolvendo os altos valores destinados pelos deputados estaduais para pagamentos de shows através de emendas parlamentares, o que resultou num processo de investigação no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE).

O parlamentar explicou que a lei orçamentária de Pernambuco reserva a cada deputado R$ 1 milhão para serem destinados em benefício da população - como saúde, educação e lazer.

O deputado afirmou que o clima na Assembleia é de tranquilidade. "Quando acontece um assunto que envolve o nome de um político é uma coisa fora do comum, seja R$ 2 ou R$ 1 milhão. Antes de ser apurado o camarada já é punido", justificou Uchoa.

Ele destacou que alguns colegas fizeram uso desta verba para incentivar, por exemplo, o Festival de Inverno de Garanhuns, com a destinação de dinheiro para a Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), órgão que faz a liberação das emendas. "Esse recurso que foi aplicado lá, que tenha sido destinado, ele voltou ao Estado em forma de imposto e deu uma renda aos vendedores. Só quem não ganhou foi o deputado", defendeu o parlamentar.

Responsável pelas contas da Secretaria de Turismo de onde é liberada a maioria das verbas , o conselheiro Dirceu Rodolfo anunciou, nessa quinta-feira (7), a instauração de uma auditoria especial para averiguar os casos de apresentações indicadas pelos deputados. O órgão já estava analisando os shows e, como foram encontrados indícios de irregularidades, o acompanhamento será julgado por uma das câmaras setoriais do TCE.

Confira a entrevista completa:

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