Mercado automobilístico não vai bem e economista lembra que consumidores estão cautelosos

Da Rádio Jornal
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Publicado em 09/09/2014 às 15:32
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Foto: Helia Scheppa/ Arquivo JC Imagem Foto: Helia Scheppa/ Arquivo JC Imagem

Os presidentes das principais montadoras de veículos do país dizem que as recentes medidas do governo federal para incentivar a indústria automotiva são insuficientes para reverter o desempenho do setor nos próximos meses.

Desde junho, o governo adiou a alta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de carros novos, flexibilizou regras de depósitos compulsórios de bancos e anunciou mudanças que darão maior garantia a credores em empréstimos, que podem ajudar o setor responsável por cerca de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Os emplacamentos de motocicletas caíram 8% em agosto na comparação com julho, e a produção recuou 4,2% no mesmo intervalo. No acumulado de 2014, a queda na produção foi de 7% em relação aos oito primeiros meses do ano passado. No mesmo período, as vendas recuaram 9,6%.

Sobre o assunto, Wagner Gomes conversou com o economista Breno Almeida. Sobre uma saída pra reaquecer o setor, ele falou que é preciso observar como o mercado está se comportando desde o início do ano. "Esse é um momento de cautela dos consumidores. A demanda por veículo não é tão elástica, o motorista não pensa em trocar de carro todo ano", destacou o economista.

Breno Almeida ainda explicou que o que torna viável ou não comprar carro é crédito e, segundo a Serasa Experian, a demanda por crédito caiu 5%.

Confira a entrevista completa com o economista Breno Almeida:

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