Epidemiologista assegura que epidemia do Ebola é algo difícil de acontecer no Brasil

Da Rádio Jornal
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Publicado em 22/10/2014 às 17:36
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A entrevista de estúdio, desta quarta-feira (22), falou sobre o Ebola. Os convidados foram George Trigueiro, médico epidemiologista e controlador de infecções, e Ana Henriques, médica infectologista.

A característica principal do vírus é a transmissão por meio de fluidos explicou o epidemiologista. "Precisa ter secreções tipo saliva, suor, sangue, principalmente fezes e vômito. Ele tem uma resistência muito grande",  alertou doutor George.

Desde 1976, quando o vírus foi detectado principalmente na África Central já houve 26 surtos da doença, mas em muitos destes surtos foram registrados poucos casos, segundo o epidemiologista. No entanto, a taxa de mortalidade era altíssima, de quase 100%.

Alguns animais desenvolvem o Ebola, explicou a médica infectologista. "O paciente que teve o Ebola e se curou ele fica imune à doença", destacou doutora Ana Henriques. Em relação à outros vírus, como o HIV, a infectologista lembra que a cura para o Ebola é mais acessível. "É um vírus que tem uma estabilidade genética, por esse lado é bom para se criar uma vacina", lembrou a médica.

No Brasil, uma epidemia é algo muito difícil de acontecer, assegurou o epidemiologista. "Pode, eventualmente, surgir um ou outro caso, talvez importado e não ao toque, ou seja, que tenha surgido aqui dentro", disse. O médico lembra que a nossa rede de saúde é suficientemente estruturada, o que dificultaria a proliferação do vírus e uma possível epidemia do Ebola no país.

Confira a entrevista completa nos players a seguir:

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