Janela Internacional de Cinema exibe produções de 17 países e investe em restaurações


Da Rádio Jornal
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Publicado em 24/10/2014 às 10:46
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Da Rádio Jornal Sem coração, de Tião e Nara Normande, é exibido no São Luiz na abertura do Festival. Foto: divulgação. Sem coração, de Tião e Nara Normande, é exibido no São Luiz na abertura do Festival. Foto: divulgação. Pelo sétimo ano seguido, a capital pernambucana recebe o festival do audiovisual Janela Internacional de Cinema. Entre esta sexta-feira (24) e o domingo 2 de novembro, 130 produções serão exibidas nos cinemas São Luiz, o mais tradicional do Estado, e da Fundação Joaquin Nabuco. Este ano, a programação agrega tanto lançamentos do cinema nacional e internacional como clássicos do cinema mundial de todos os tempos. As produções selecionadas vêm de 17 países diferentes. As sessões terão projeção em 2 e 4K, DCP (Digital Cinema Package) e 35mm. O histórico Cinema São Luiz é mais uma vez palco de abertura do festival. Os cinéfilos terão a chance de conferir o curta Sem coração, de Tião e Nara Normande, além de Brasil S/A, novo longa-metragem de Marcelo Pedroso. O filme está na mostra competitiva e faz uma crítica ao modelo desenvolvimentista do país. Acesse a programação AQUI. Confira as sinopses dos filmes AQUI. Os caçadores da arca perdida, de Steven Spielberg, é destaque na mostra de clássicos. Foto: reprodução Os caçadores da arca perdida, de Steven Spielberg, é destaque na mostra de clássicos. Foto: reprodução A seleção pós-nouvelle vague relembra clássicos e também começa hoje. Às 23h, ocorre sessão do clássico O massacre da serra elétrica. O cineasta Kleber Mendonça Filho e a produtora Emilie Lesclaux são os idealizadores do festival. Confira a entrevista de Houldine Nascimento com o cineasta Kleber Mendonça Filho sobre a expectativa para a abertura do festival: O sétimo janela de cinema também terá palestras e sessões especiais. O evento ainda realiza pelo segundo ano consecutivo a restauração de filmes. Uma nova cópia de Noturno em Recife maior, de Jomard Muniz de Britto, será exibida ao público. A produção foi rodada durante o ciclo do Super 8, no final da década de 1970. Além dos ambientes históricos, o festival aproveita dois novos e importantes espaços da cidade: o Portomídia e Museu Cais do Sertão. O orçamento deste ano é de R$ 360 mil. O Janela Internacional de Cinema tem preços simbólicos que variam de R$ 1 a R$ 8. MOSTRA COMPETITIVA LONGA-METRAGENS Brasil S/A, do pernambucano  Marcelo Pedroso, será exibido pela primeira vez no Estado. Foto: divulgação. Brasil S/A, do pernambucano Marcelo Pedroso, será exibido pela primeira vez no Estado. Foto: divulgação São onze títulos de seis países que competem pelo título de melhor filme, sendo cinco estrangeiros e mais seis brasileiros. A curiosidade é que as produções selecionadas são, em sua maioria, produzidas em parcerias cinematográfica de dois países. Confira: "Jauja" (Argentina/Dinamarca), de Lisandro Alonso (prêmio da crítica no Festival de Cannes); "The Kindergarten Teacher" (Haganenet, Israel), de Nadav Lapid; "The tribe" (Plemya, Ucrânia); de Miroslav Slaboshpitsky; "Turist" (Suécia), de Ruben Östlund; "The fool" (Durak, Russia), de Yuriy Bykov; Os brasileiros que competem na mostra de longas são "A misteriosa morte de Pérola" (CE), de Guto Parente e Ticiana Augusto Lima (estreia mundial); "Sinfonia da Necrópole" (SP), de Juliana Rojas; "Brasil S/A" (PE), de Marcelo Pedroso; "Ventos de agosto" (PE), de Gabriel Mascaro; "Casa Grande" (RJ), de Fellipe Barbosa; e "Prometo um dia deixar essa cidade" (PE), de Daniel Aragão. Para julgar os filmes, o festival convidou o curador do Wexner Center for the Arts (Ohio) Chris Stults, que vem ao festival com o apoio da Associação Brasil América ABA; o produtor pernambucano, João Vieira Jr., da REC Produtores Associados; e o crítico paulista, José Geraldo Couto. CURTAS la reina La Reina, da Argentina, é um dos destaques da programação de curtas. Foto: divulgação Das 43 horas obras selecionadas, 23 são brasileiras e outras 20 tem origem em 33 países. Os trabalhos foram escolhidos entre mais de mil trabalhos que foram submetidos a processo seletivo, um recorde do festival. No júri estão Barbie Heussinger, da German Films da Alemanha; a diretora do Cachaça Cinema Clube (RJ), Karen Black; o (curador, professor e pesquisador mineiro, Rafael Ciccarini; a curadora e diretora pernambucana, Nara Normande; a pesquisadora da Revista Devires (MG), Roberta Veiga e Michael Gibbons, do Lincoln Center, de Nova York. Os curtas vão competir nas categorias melhor som, montagem, imagem e melhor filme. Leia também: Janela Internacional de Cinema reexibe 13 clássicos como O massacre da serra elétrica

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