"Não vamos fazer alinhamento automático com a oposição e muito menos atitude de submissão ao governo", afirma Tadeu Alencar

Da Rádio Jornal
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Publicado em 28/10/2014 às 11:33
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Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

O deputado federal pelo PSB, Tadeu Alencar, falou sobre a relação da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) com o Congresso Nacional. O parlamentar afirmou que ficou muito bem impressionado pelas primeiras palavras da presidente, durante o seu discurso. "Ela mostrou a humildade de reconhecer que precisa mudar muita coisa. Ela foi muito enfática quando disse que a palavra mais dita nessa campanha foi mudança e a palavra também de diálogo", destacou Alencar.

A presidente, segundo o deputado, mostrou uma atitude muito construtiva neste primeiro pronunciamento, ao dizer que precisa melhorar o seu o governo e "fazer as coisas que não foram feitas". "Foi uma atitude muito construtiva, no sentido de unir o país que está claramente dividido", disse. Essa divisão é justificada pelo parlamentar pelos números nas urnas, onde Dilma Rousseff obteve 54 milhões e o senado Aécio Neves 51 milhões. Ele ainda lembrou dos números de votos nulos e brancos que ultrapassam a votação da petista."Eu imagino que a relação com o Congresso Nacional onde tem no Senado uma presença forte daqueles que desejavam um outro projeto político para governar o país. E na própria Câmara dos Deputados onde a presidente tem hoje uma base parlamentar que é insuficiente, por exemplo, para aprovar emendas constitucionais", lembrou o Tadeu Alencar. "Essa atitude dela no sentido do diálogo, de construir uma pauta de reforma e destacar no pronunciamento a reforma política, que é realmente uma reforma muito importante para o país fortalecer a sua democracia", afirmou o socialista.

O deputado Tadeu Alencar ainda detalha como o PSB pretende fazer a oposição. "Vamos fazer uma oposição que esteja sintonizada  com a pauta da sociedade", defendeu o deputado. "Nós não vamos fazer nem alinhamento automático com a oposição e muito menos atitude de submissão ao governo (federal)", completou.

Confira a entrevista completa:

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