Represas do Sertão e Agreste podem entrar em colapso caso não chova no início de 2015


Da Rádio Jornal
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Publicado em 30/10/2014 às 15:52
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Foto: JC Imagem Foto: JC Imagem

Os reservatórios do Agreste e do Sertão de Pernambuco vão ficar sob ameaça de crise caso não chova nos primeiros meses de 2015. A possibilidade de colapso nas cidades sertanejas e do Agreste vem colocando a população em grande racionamento há pelo menos três anos.

No Recife, Região Metropolitana e Zona da Mata a situação ainda é tranquila. De acordo com dados da Agencia Pernambucana de Águas e Clima (Apac) o índice é de 53%.

O gerente de monitoramento e fiscalização de recursos hídricos da Apac, Klênio Torres, detalha como está a situação das represas. "No Agreste, hoje, nós temos 28% de acumulação em relação à capacidade máxima. No Sertão, nós temos 11% apenas, e como o período de chuva, que pode haver uma recuperação, só se inicia em janeiro então a situação é bastante grave", alertou  Klênio. Segundo ele na RMR e na Zona da Mata a situação é tranquila. Os reservatórios localizados no Sertão e no Agreste pernambucano passam por um período de seca, agravado em 2011. Os piores níveis estão nas barragens que compõem a Bacia Hidrográfica do Pajeú.

De acordo com o gerente, os reservatórios do Estado têm condições de suportar até dois anos de estiagem, mas a seca já se arrasta por quase quatro. Para amenizar os problemas, Klênio aponta que algumas ações já estão sendo realizadas. "Já existem diversas ações, por parte do governo, sendo feitas. Ação como carro pipa e financiamento, por exemplo", lembrou.

De acordo com a Apac, outro complicador para as barragens do interior é a ausência do escoamento da água dos rios, situação que não acontece com os reservatórios que abastecem a capital, Região Metropolitana e Zona da Mata.

A repórter Isabela Lemos traz outros detalhes:

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