Gilmar Mendes diz que "STF não pode se converter em uma corte bolivariana" e jurista acha comentário exagerado

Da Rádio Jornal
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Publicado em 03/11/2014 às 15:00
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O âncora Wagner Gomes repercutiu, nesta segunda-feira (3) uma entrevista do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, concedida ao jornal Folha de São Paulo. A manchete diz: "O STF não pode se converter em uma corte bolivariana. Ministro diz que supremo poderia deixar de ser contrapeso institucional e apenas chancelaria o executivo, caso o PT indique 10 de seus 11 membros da corte".

Cinco membros da corte estão prestes a se aposentar até 2018, e os membros da corte são indicados pela presidência da República. O jurista Adeildo Nunes acredita que esse posicionamento do ministro é exagero. "O ministro está exagerando, embora se faça críticas ao modelo que a constituição, desde 1991, adotou no Brasil prevem que a indicação dos ministros das cortes superiores são realizadas pelo presidente e chanceladas pelo Senado Federal, isso é uma cópia do modelo americano e isso ao longo dos anos vem sido mantido pela constituição", detalhou o jurista. "Agora, uma coisa é verdade: haveria necessidade de modificar a constituição. Isso pode ser modificado com 3/5 dos membros do parlamento brasileiro, através de emenda na constituição é possível modificar o sistema", disse.  "Se o modelo não é ideal na visão de alguns, bastaria modificar a constituição, nós já temos mais de 60 emendas constitucionais, portanto uma a mais ou a menos não iria significar muito", destacou Adeildo.  "Eu particularmente sou favorável que você só chegue aos tribunais um por merecimento e outro por antiguidade", opinou o juiz.

Confira a entrevista completa:

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