Especialistas discutem até que ponto a pressão pela "masculinidade" interfere na vida do homem

Da Rádio Jornal
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Publicado em 05/11/2014 às 17:34
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O sociólogo Gustavo Gomes, o apresentador Everson Teixeira, Adriana Barros, psicóloga, e Silvana Melo, sexóloga O sociólogo Gustavo Gomes, o apresentador Everson Teixeira, Adriana Barros, psicóloga, e Silvana Melo, sexóloga

Na entrevista de estúdio desta quarta-feira (5), Everson Teixeira recebeu o sociólogo Gustavo Gomes, a psicóloga Adriana Barros, e a sexóloga Silvana Melo, para saber até onde a cobrança pela masculinidade ajuda e atrapalha o homem.

A ideia massificada do homem ser o sexo forte, não pode chorar, prover a parte financeira do lar e tantas outras cobranças que passam na mente masculina até mesmo como a sexualidade: que o homem pode aquilo e não pode isso. A masculinidade, tal como entendemos hoje, posta de uma forma machista, é a que está sendo discutida, apontou o sociólogo. "A própria ideia do que é ser homem ou mulher está sendo discutida", disse.

Após anos de luta, a mulher se inseriu no mercado de trabalho. A psicóloga acredita que esta mudança no cenário causou uma crise de identidade no homem. "Tudo passa pela questão da cultura e o homem passa sim por uma crise de identidade com essa mudança de valores", salientou. Para ela, a grande pergunta é: como é que esse homens se constituem machistas? A resposta, segundo a psicóloga, seria a educação repassada pelas próprias mães."Homens não usam rosa, não brincam de boneca, não choram", exemplificou a especialista.

O homem é cobrado pela virilidade, masculinidade, historicamente, desde que o patriarcado foi instalado, destacou a sexóloga. "O homem é extremamente cobrado, ele tem que sempre funcionar, tem que ser fértil", criticou Silvana.

Confira a entrevista de estúdio completa e tire suas dúvidas:

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