Acusados de matar, esquartejar e vender carne humana vão a júri popular nesta quinta-feira


Da Rádio Jornal
Da Rádio Jornal
Publicado em 12/11/2014 às 9:48
Leitura:
Da Rádio Jornal  Foto: Reprodução/TV Jornal Foto: Reprodução/TV Jornal Esta quinta-feira (13) será decisiva para o trio conhecido como canibais de Garanhuns, que chocaram o país em 2012, quando foram acusados de matar, esquartejar e vender carne humana dentro salgados. O Tribunal de Justiça de Pernambuco está à frente do julgamento, que será composto de júri popular e acontece no Fórum de Olinda, Região Metropolitana do Recife. Leia também: Defesas usarão estratégias diferentes no julgamento dos Canibais de Garanhuns Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, a mulher dele Isabel Cristina Pires da Silveira e Bruna Oliveira Cristina da Silva são acusados de homicídio quadruplamente qualificado por assassinar, esquartejar e ocultar o corpo de Jéssica Camila da Silva Pereira, de 17 anos em Olinda, em 2008, além de outras mortes. Bruna responde por mais uma acusação, a de falsidade ideológica, já que se passava pela jovem morta. A jovem foi assassinada em maio de 2008, no bairro de rio doce, em Olinda. Após o crime, os réus passaram também a criar a filha de Jéssica. E Bruna Cristina, uma das acusadas, assumiu ainda a identidade da vítima. Depois da prisão do trio, a menina foi encaminhada ao Conselho Tutelar e hoje, aos 7 anos, vive com uma tia de Jéssica. LEIA TAMBÉM: Trio conhecido como canibais vai a julgamento na próxima quinta-feira no Fórum de Olinda Além do assassinato de Jéssica, os três são acusados de matar, comer a carne e esconder os restos mortais de pelo menos outras oito mulheres em Olinda e Garanhuns, no Agreste Pernambucano. De acordo com investigações da Polícia Civil, os acusados usavam carne humana também para rechear salgadinhos que Isabel vendia pelas ruas do interior. Segundo o Ministério Público, a participação de cada um nos assassinatos foi clara: Jorge Silveira seria o mentor dos crimes, Bruna atuaria como braço direito e Isabel atrairia as vítimas. As duas mulheres aguardam o julgamento na Colônia Penal Feminina de Abreu e Lima, e Jorge se encontra no Complexo do Curado, no Recife.

Mais Lidas