Cavalaria da PMPE aguarda novo resultado de exame que detecta a doença. 1º exame deu negativo

Da Rádio Jornal
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Publicado em 14/11/2014 às 14:24
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Com informações do NE10 e da Rádio JC News Foto: Mariana Dantas/NE10 Foto: Mariana Dantas/NE10

Há quase dois meses (desde o dia 18 de setembro), os animais da cavalaria da Polícia Militar que atuam na segurança do Grande Recife estão proibidos de sair às ruas. De acordo com Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro), os animais do Regimento de Polícia Montada Dias Cardoso (RPMon), no bairro de San Martin, no Recife, só poderão ser liberados quando for eliminada suspeita de que algum cavalo tenha contraído mormo, doença infectocontagiosa grave e fatal aos animais e que pode ser transmitida aos humanos. A notícia boa é que o resultado do primeiro exame realizado nos cavalos deu negativo para a doença.

O coordenador de Sanidade de Equídeos da Adagro, Marcelo Brasil, explicou que foi coletado o sangue de 133 animais e deu negativo. Até o momento nenhum animal apresentou sintomas da doença. Mas de acordo com o protocolo, como já houve casos de mormo no local e a Adagro já havia recebido uma denúncia, é preciso realizar outro exame para contraprovar. O espaço só pode ser desinterditado após dois exames negativos consecutivos. Marcelo conversou com Antonio Martins Neto, na JC News, na manhã desta sexta-feira (14). Confira:

Os exames são realizados no laboratório do Ministério da Agricultura (Lanagro), cuja sede no Recife fica no bairro Dois Irmãos. O primeiro resultado foi divulgado no dia 24 de outubro. A próxima coleta de sangue está programada para a próxima segunda (17). A previsão é que a Lanagro divulgue o resultado no prazo de 15 dias após a coleta. Ou seja, pelo menos até o fim de novembro a cavalaria continua interditada.

A interdição da Adagro atingiu não só o policiamento a cavalo, mas o programa social do RPMon, que oferece curso de equoterapia gratuitamente para cerca de 120 crianças com necessidades especiais, contribuindo no desenvolvimento motor e psíquico dos participantes. Esta é a primeira vez que o regimento do Recife foi interditado, embora casos de mormo já tenham sido confirmados nos últimos anos. Em 2011, 13 cavalos do RCMon foram sacrificados. Em 2012, foram três e, no ano passado, mais três casos.

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