Polícia Federal cumpre segunda fase da operação que prendeu donos do Pernambuco dá Sorte


Da Rádio Jornal
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Publicado em 21/11/2014 às 8:44
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Com informações da Polícia Federal Atualizado às 14h21 Foto: Agência Brasil Foto: Agência Brasil

A segunda fase da Operação Trevo da Polícia Federal contou com o apoio da Policia Civil no cumprimento de 46 mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais na Região Metropolitana do Recife, nesta sexta-feira (21). Outros 25 mandados de condução coercitiva também foram expedidos pela justiça.

Nesta fase, o trabalho teve foco em bancas do jogo do bicho, e na coleta de provas materiais da prática ilegal, como explicou o superintendente regional da Polícia Federal, Marcelo Diniz Correia.

16 estabelecimentos, foram visitados por policiais. Documentos e numerários estão sendo apreendidos e vão passar por análise. Até o momento, a PF encontrou R$ 220 mil na casa do proprietário da Banca Aliança, e R$ 135 mil com o dono da Caminho da Sorte. Todas as pessoas foram levadas para a sede da Polícia Federal e depois liberadas, exceto um homem que foi autuado por porte ilegal de arma de fogo.

32 delegados e 130 homens da civil, atuaram no suporte da operação. O sub chefe da Polícia Civil, Romano Costa, explica o que foi apreendido. "Documentos que pudessem incriminar de alguma forma (os investigados) e dinheiro", detalhou.

A operação continua visitando alvos e novos dados podem ser divulgados. Neste mês, 15 pessoas já haviam sido presas e uma delas conseguiu liberdade. A Operação Trevo desarticulou uma organização que agia em 13 Estados, na prática do jogo do bicho, máquinas caça níqueis e emissão de bilhetes de loteria, disfarçados de títulos de capitalização.

De acordo com a Polícia Federal mais de R$ 130 milhões dos envolvidos estão bloqueados em contas bancárias.

Rafael Carneiro traz outras informações:

SAIBA MAIS: A Operação Trevo desarticulou uma organização criminosa que operava por meio de loterias estaduais, arrecadando valores que eram repassados a entidades filantrópicas de fachada, fazendo com que o dinheiro ilícito retornasse ao grupo, com fortes indícios de lavagem de dinheiro. Outro segmento do grupo, com sede no estado de São Paulo, era responsável pelo fornecimento de máquinas caça-níqueis, tanto para Pernambuco como para outros estados e até para o exterior.

Outro ramo da quadrilha figurava como instituição financeira seguradora de incontáveis bancas de jogo do bicho no nordeste, garantindo o pagamento dos prêmios e promovendo lavagem de dinheiro. O tronco principal da organização registrou uma movimentação financeira registrada em bilhões de reais e atuava tanto no jogo do bicho como a comercialização de bilhetes lotéricos ocultados em título de capitalização em sua modalidade popular, apropriando-se dos valores que deveriam ser destinados a instituições beneficentes ou revertidos em capitalização, obtendo vantagem ilícita em detrimento do povo.

BALANÇO

Na fase anterior da operação foram cumpridos 15 Mandados de Prisão Preventiva em Pernambuco (apenas 01 está solto por determinação da justiça), quatro Mandados de Prisão Temporária (todos já soltos por determinação da justiça), 29 Mandados de Busca e Apreensão, apreensão de R$ 2 milhões, U$ 360 mil, sequestro de valores financeiros em conta bancárias na ordem de R$ 130 milhões, bem como sequestro de 19 veículos de luxo e dos imóveis em nome dos investigados. Ao todo na Operação foram cumpridos 24 Mandados de Prisão Preventiva, 11 Mandados de Prisão Temporária, 61 Mandados de Busca e Apreensão.

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