Segunda fase da Operação Trevo apreende documentos e dinheiro de donos de bancas de bichos

Da Rádio Jornal
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Publicado em 21/11/2014 às 9:53
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Atualizado às 14h26 Coletiva realizada para apresentar os dados da primeira fase Coletiva realizada para apresentar os dados da primeira fase, no último dia 12

A segunda fase da Operação Trevo da Polícia Federal contou com o apoio da Policia Civil no cumprimento de 46 mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais na Região Metropolitana do Recife, nesta sexta-feira (21). Outros 25 mandados de condução coercitiva também foram expedidos pela justiça.

Nesta fase, o trabalho teve foco em bancas do jogo do bicho, e na coleta de provas materiais da prática ilegal, como explicou o superintendente regional da Polícia Federal, Marcelo Diniz Correia.

16 estabelecimentos, foram visitados por policiais. Documentos e numerários estão sendo apreendidos e vão passar por análise. Até o momento, a PF encontrou R$ 220 mil na casa do proprietário da Banca Aliança, e R$ 135 mil com o dono da Caminho da Sorte. Todas as pessoas foram levadas para a sede da Polícia Federal e depois liberadas, exceto um homem que foi autuado por porte ilegal de arma de fogo.

32 delegados e 130 homens da civil, atuaram no suporte da operação. O sub chefe da Polícia Civil, Romano Costa, explica o que foi apreendido. "Documentos que pudessem incriminar de alguma forma (os investigados) e dinheiro", detalhou.

A operação continua visitando alvos e novos dados podem ser divulgados. Neste mês, 15 pessoas já haviam sido presas e uma delas conseguiu liberdade. A Operação Trevo desarticulou uma organização que agia em 13 Estados, na prática do jogo do bicho, máquinas caça níqueis e emissão de bilhetes de loteria, disfarçados de títulos de capitalização.

De acordo com a Polícia Federal mais de R$ 130 milhões dos envolvidos estão bloqueados em contas bancárias.

Rafael Carneiro traz outras informações:

ENTENDA O CASO: No último dia 12, a operação desarticulou uma organização que agia em 13 estados da federação em atividades que se estendiam desde a prática do jogo do bicho e máquinas caça-níqueis até a emissão de bilhetes de loteria, disfarçados como títulos de capitalização.

A Operação Trevo desarticulou uma organização criminosa que operava por meio de loterias estaduais, cujos valores arrecadados eram repassados a entidades filantrópicas de fachada, fazendo com que o dinheiro ilícito retornasse ao grupo, em procedimento suspeito, com fortes indícios de lavagem de dinheiro. Outro segmento do grupo, com sede no estado de São Paulo, era responsável pelo fornecimento de máquinas eletrônicas programáveis (caça-níqueis), tanto para Pernambuco como para outros estados e até para o exterior.

Os investigados podem responder pela prática dos delitos de contrabando, crime contra o Sistema Financeiro Nacional, contra a Economia Popular, jogo de azar e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas ultrapassam o limite de trinta anos.

BALANÇO: Na fase anterior da operação foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva em Pernambuco, quatro mandados de prisão temporária, todos já soltos por determinação da justiça; 29 mandados de busca e apreensão; apreensão de  R$ 2 milhões, 360 mil dólares, sequestro de valores financeiros em conta bancárias na ordem de R$ 130 milhões, bem como sequestro de 19 veículos de luxo e dos imóveis em nome dos investigados. Ao todo na operação foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva, 11 mandados de prisão temporária, 61 mandados de busca e apreensão.

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