Polícia Federal dá detalhes da operação que prendeu donos do Pernambuco Dá Sorte, suspeitos de desviar R$ 500 milhões por ano

Da Rádio Jornal
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Publicado em 24/11/2014 às 9:30
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pernambuco-da-sorte-2-1024x711 Foto: Divulgação / Polícia Federal

Foram anunciados, nesta segunda-feira (24), detalhes da Operação Trevo, que fechou o titulo de capitalização premiável Pernambuco dá Sorte e prendeu parte dos seus donos. O grupo a frente do esquema teria ligações com o jogo do bicho e uma rede de maquinas caça-níqueis. A organização criminosa é acusada, entre outras coisas, de desviar recursos de títulos de capitalização destinados a instituições de caridade.

A Polícia Federal diz que a origem de tudo está na empresa Dá Sorte com atuação em nove estados do Norte e Nordeste. Na Operação Trevo foram apreendidos documentos, dinheiro, cheques, computadores e veículos de luxo. Saiba mais na reportagem de Clarissa Siqueira:

operação-trevo-1024x885 Foto: Divulgação / Polícia Federal

Na coletiva, a Polícia Federal apresentou imagens do cofre secreto no apartamento de um dos presos. O Instituto Ativa Brasil, com sede em Belo Horizonte, Minas Gerais, é acusado de não repassar a verba correta. Os acusados de liderar a organização, os irmãos Pascoal, Hermes, Júlio, Gustavo e Cláudio, continuam presos no Cotel, em Abreu e Lima. Em 2012, os quatro foram condenados a três anos de prisão, mas recorreram da sentença judicial.

A Polícia Federal informa que ao todo foram 11 mandados de prisão temporária e 23 de preventivas na Operação Trevo. De acordo com a investigação, o valor desviado dos títulos de capitalização chega a R$ 500 milhões por ano. O superintendente Regional da Polícia Federal em Pernambuco, Marcelo Diniz, fala da ação deflagrada na última sexta-feira:

A defesa da família Pascoal aguarda o resultado do pedido de habeas corpus em tramitação na Justiça Federal. O advogado Ademar Rigueira afirma que não há qualquer tipo de irregularidade nos títulos de capitalização:

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