Brasil reduz a desigualdade do IDHM entre as 16 regiões metropolitanas de 2000 a 2010

Da Rádio Jornal
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Publicado em 26/11/2014 às 16:47
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O país reduziu a desigualdade do IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) entre as suas 16 regiões metropolitanas de 2000 a 2010.

A conclusão é do atlas do desenvolvimento humano, lançado nesta terça-feira (25) pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e a Fundação João Pinheiro. O atlas leva em conta dados do censos demográficos de 2000 e 2010, do IBGE.

Segundo os dados, a Grande São Paulo obteve o melhor desempenho, em 2010, repetindo o posto no ranking de 2000. Na última colocação entre as regiões, está Manaus. A região metropolitana era a última colocada também em 2000.

Manaus obteve índice de 0,72 (numa escala de 0 a 1). No entanto, coube à região, o maior avanço nesse índice, em uma década, com uma melhora de 23%.

Outros índices demonstram a desigualdade na região metropolitana da cidade. A renda média dos bairros mais ricos, por exemplo, é 47 vezes maior que a de bairros mais carente.

Andrea Bolzon, coordenadora do Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) conversou com Everson Teixeira, na Rádio JC News. "O estudo mostra que de fato todas as regiões analisadas houve um série de melhores dos indicadores de longevidade, de educação, como nos de renda também", apontou Andrea.

No entanto, a coordenadora salienta que o Brasil ainda é um país muito desigual e que ainda é possível identificar extremos dentro de uma mesma região metropolitana. "Há áreas onde se ganha muito menos do que outras áreas, onde se vive menos, onde se estuda menos", exemplificou a coordenadora.

Confira a entrevista completa:

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