Falta de profissionais em delegacias influencia no resultado do Pacto Pela Vida

Da Rádio Jornal
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Publicado em 04/12/2014 às 15:16
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Foto: Michele Souza / JC Imagem

Estudo realizado pela União dos Escrivães de Polícia de Pernambuco (Uneppe), aponta que é grande a defasagem de profissionais atuando nas delegacias na maioria das regiões do estado. A segurança em Pernambuco está comprometida devido a essa realidade enfrentada pelos efetivos que trabalham nos departamentos de polícia.

De acordo com o documento da Uneppe, existem 4.296 cargos de agente de polícia vagos no estado. Os números apontam que, mesmo com a contratação de aprovados em concursos, o déficit no efetivo vai continuar alto. Um gráfico de tendência de crescimento da União dos Escrivães mostra que entre os anos de 2008 e 2012 houve um aumento na produtividade, porém, a contratação se manteve praticamente instável.

O vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, Rafael Cavalcanti, destaca que a desvalorização salarial é um dos pontos altos para esse déficit. O gerente operacional do Sertão, Lamartine Fontes, explica a situação encontrada no município de Araripina, no Sertão de Pernambuco, um dos lugares mais afetados pela ausência de profissionais.

Para a união, a função de escrivão de polícia também está defasada no estado. Atualmente, existem 201 vagas em aberto. Neste ano, completou o tempo para aposentadoria de 24 escrivães, que a qualquer momento podem solicitar a saída do cargo, o que vai aumentar ainda mais o déficit na função.

Atualmente, a Secretaria de Administração do Estado conta com o pedido de contratação de 700 agentes de polícia e 43 delegados, mas de nenhum escrivão.

Não chamar os reservas do cargo de escrivão de polícia também compromete diretamente os resultados do programa Pacto Pela Vida, que, pela primeira vez desde que foi criado, está fechando o ano com o resultado negativo.

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