BUROCRACIA

Demora na liberação de corpos no IML pode ser empecilho para transplante de órgãos

Doadores têm preferência, mas, às vezes, alta demanda do IML é empecilho para agilizar processo

Da Rádio Jornal
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Publicado em 05/12/2014 às 14:19
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Foto: Reprodução / Internet

Na última segunda-feira (1º), a Rádio Jornal recebeu a denúncia da demora da liberação do corpo, no IML, de Alecssandro Soares do Nascimento, de 19 anos, que foi baleado na cabeça e teve morte encefálica. A família decidiu doar todos os órgãos do jovem e a campanha da Central de Transplantes confirma a agilidade na liberação do corpo quando está na condição de doador, no entanto, não foi isso o que aconteceu no caso.

A mãe de Alecssandro, Maria Alcineide, relata as informações repassadas quando chegou ao IML. "Ele (o funcionário) procurou e disse que ele tava como indigente", denunciou. "Como está como indigente se eu doei todos os órgãos do meu filho?", lamentou a mãe. Ouça na reportagem:

A coordenadora da Central de Transplantes de Pernambuco, Noemy Gomes, explica que a preferência na liberação do corpo de doadores de órgãos é sempre dada mas, às vezes, a alta demanda do IML é um empecilho para essa agilidade. Ainda de acordo com Noemy, a liberação do corpo, sendo doador ou não de órgãos, depende de alguns fatores como o tipo e o local de morte. Se a pessoa morreu em hospital, por exemplo, tem um direcionamento. Já se a morte foi por acidente ou violência urbana, tem outro.

Caso haja problemas com a liberação do corpo, os parentes devem sinalizar à central de transplantes

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