Cultura

Vidas ciganas: o que você sabe sobre este povo nômade cheio de histórias?

Acompanhe uma entrevista especial com o escritor Pedro Gabriel, autor de "Eu me chamo Antônio" e "Segundo eu me chamo Antônio", ambos lançados pela Editora Intrínseca

Da Rádio Jornal
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Publicado em 24/12/2014 às 5:22
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Em 1995, os ciganos foram tema da novela "Explode Coração", de Glória Perez. Foto: reprodução/TV Globo


Se os ciganos ainda são um mistério para você, está na hora de conhecer um pouco mais deste povo. A palavra cigano, por exemplo, designa um conjunto de populações nômades que têm em comum a origem indiana e uma língua (o romani) originária do noroeste do subcontinente indiano. Também são conhecidos pelos termos boêmios, gitanos, gypsy, calons (no Brasil), judeus (em Minas Gerais), quicos (em Minas Gerais e São Paulo), calés, calós, entre outros.

Para falar sobre o tema do programa Comportamento do domingo (21), Clarissa Siqueira conversou com o presidente da Associação de Ciganos de Pernambuco, Enildo Cólon, o pesquisador da Coordenadoria de Povos Tradicionais da Secretaria de Cultura de Pernambuco, Chiquinho de Assis, e o professor do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Etnicidade (Nepe) da UFPE, Renato Athias, um dos maiores estudiosos dos ciganos do mundo. Os especialistas conversaram sobre os as lendas e preconceitos que cercam a origem e do povo.

Imagem: resprodução/site Eu me chamo Antônio


Um dos grandes destaques do programa é a entrevista com o escritor Pedro Gabriel, autor dos poemas gráficos que compõem os livros "Eu me chamo Antônio" e "Segundo eu me chamo Antônio", ambos lançados pela Editora Intrínseca. Pedro nasceu em N’Djamena, capital do Chade, em 1984 e é filho de pai suíço e mãe brasileira. Chegou ao Brasil aos 12 anos e até os 13 não formulava uma frase completa em português. A partir da dificuldade na adaptação à língua Pedro desenvolveu talento e sensibilidade raros para brincar com as letras.

Na entrevista do dia, o sociólogo da Universidade Católica de Pernambuco, Nadilson Silva, explicou porque Xuxa fez tanto sucesso nos anos 1980 e 1990 e hoje perdeu o prestígio, deixando para traz uma geração que se divide entre a nostalgia da infância e a vergonha por ter sido tiete da "Rainha dos Baixinhos". Confira ainda as colunas "Meus amores da televisão", com Rafael Souza, "Uma mesa para dois", com Milena Gomes, e "Multo prazer", com a sexóloga Silvana Melo.

Ouça o programa completo nos players abaixo:

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