DEFESA

Alvo dos protestos no Complexo Prisional do Curado, juiz da Vara de Execuções Penais rebate acusações

Luiz Rocha sugere que os reeducandos possam ter sido indusidos a protestar contra o poder judiciário do Estado

Da Rádio Jornal
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Publicado em 20/01/2015 às 6:49
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem


Prestes a completar dois anos à frente da Primeira Vara da Capital, Luiz Rocha coleciona críticas. Um grupo de advogados criminalistas já chegou a articular uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília. Eles se queixam do acumulo de processos, da falta de prioridade para os idosos e da ausência de diálogo com os profissionais do direito. O discurso da lentidão usado pelos advogados é o mesmo apresentado pelos detentos nas faixas estendidas em cima das lajes dos pavilhões.

Para tentar desfazer a imagem negativa, o juiz da vara das execuções penais convocou a imprensa nesta segunda-feira (19) para prestar esclarecimentos. O magistrado apresentou números da estrutura existente para atender às demandas dos reeducandos. Luiz Rocha desconfia que os reeducandos foram induzidos por alguém a protestar contra o poder judiciário do Estado:

Com mais de 20 anos de profissão, Luiz Rocha teve uma passagem importante na Vara da Infância. Ele coordenou uma pesquisa referência para uma reportagem nacional exibida em 2013 sobre abuso sexual.

Já na Vara de Execuções Penais da Capital tramitam atualmente cerca de 17 mil processos. Destes, somente 600 pleiteiam progressão de pena, ou seja, sair do regime fechado para o semiaberto ou livramento condicional.

O juiz prometeu ir nesta terça-feira (20) ao Complexo Prisional do Curado para negociar com os reeducandos. Luiz Rocha afirma que algumas medidas incomodaram “setores que ditam as regras” no antigo Aníbal Bruno: