REBELIÃO

Chega a três o número de mortes em conflito dentro do Complexo Prisional do Curado

Mário Antônio da Silva foi decapitado. Juiz Luiz Rocha deve negociar fim dos protestos com os detentos

Da Rádio Jornal
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Publicado em 20/01/2015 às 17:14
Foto: Isabela Lemos / Rádio Jornal
Foto: Isabela Lemos / Rádio Jornal


Chegou a três o número de mortes resultantes dos conflitos dentro do Complexo Prisional do Curado, Zona Oeste do Recife. A terceira vítima foi o detento Mario Antônio da Silva, 52 anos, que foi decapitado. O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, informou em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (20) que a vítima estava presa desde 2006, por tráfico de drogas e a família já foi informada do assassinato. Outras 29 pessoas ficaram feridas nos dois dias de tensão, que começou com a rebelião na última segunda-feira (19). De acordo com o Pedro Euríco, o juiz Luiz Rocha deve receber uma comissão de 10 detentos para tentar negociar o fim dos protestos no local ainda nesta terça-feira (20).

Nesta noite, o clima no Complexo Prisional é de apreensão. A situação ainda se mantém tensa. A repórter Elen Carvalho traz informações direto do local:

Policiais do Batalhão de Choque já saíram de dentro do Complexo. Familiares de vários detentos ainda aguardam informações sobre feridos do lado de fora, desesperadas. O Complexo Prisional do Curado é dividido em 3 presídios: Juiz Antônio Luiz Lins de Barros, Frei Damião de Bozzano e Marcelo Francisco de Araújo. Nos três, os presos se recusam a entrar nos pavilhões e estão agitados.



No presídio de Frei Damião, os detentos se comunicavam com os familiares que estavam do lado de fora e com a imprensa. Utilizando uma caixa de som, eles disseram que queriam paz e a celeridades no julgamento dos processos.
Oficialmente, o complexo conta com mil 446 vagas para cerca de 6 mil homens. As outras duas vítimas da confusão foram o sargento da Policia Militar, Carlos Silveira do Carmo, de 44 anos, e Edvaldo Barros da Silva, de 34 anos.

Foto: Isabela Lemos / Rádio Jornal
Foto: Isabela Lemos / Rádio Jornal



Uma equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi ao complexo para dar início às investigações, mas ninguém quis falar com a imprensa. O corpo de Edvaldo foi velado no cemitério de Beberibe e o enterro aconteceu às 16h. Já o sargento Carlos Silveira foi velado no cemitério Parque das Flores e o enterro também foi às 16h.