TENSÃO

Reeducandos ameaçam retomar rebelião caso reivindicações não sejam negociadas

Sindicato dos Agentes Penitenciários acusa estado de manter um déficit de 4.700 profissionais na segurança dos presídios

Da Rádio Jornal
Da Rádio Jornal
Publicado em 20/01/2015 às 8:17
Foto: Lélia Perlim/Rádio Jornal


Os familiares dos presos do Complexo Prisional do Curado estão apreensivos com as informações repassadas por celular. O espaço inaugurado no dia 6 de março de 1970, no bairro do Sancho, Zona Oeste do Recife, é um barril de pólvora.

Em 2012, o antigo presídio foi dividido em três unidades com o objetivo de servir de modelo de ressocialização. Entretanto, as notícias são apenas negativas. Além da superlotação, o presídio conta com denúncias de presos armados e outros com regalias que vão deste ar condicionado a bebida artesanal.

Oficialmente, o complexo conta com 1.446 para cerca de 6 mil homens. São três presídios: Frei Damião de Bozzano, juiz Antônio Luiz Lins de Barros e Agente Marcelo Francisco de Araújo.

Na nota oficial, o Governo do Estado promete concluir outras unidades, entre as quais o Complexo de Itaquitinga. Na manhã desta terça-feira (20), a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, responsável pelo Sistema Prisional, vai conceder entrevista coletiva.

Para a Rádio Jornal, o secretário da pasta, Pedro Eurico antecipou que o tom do discurso será o de tolerância zero:

Morto durante a rebelião, o primeiro sargento Carlos Silveira do Carmo era natural de Maceió, Alagoas, casado e pai de três filhos. O corpo permanece no Instituto de Medicina Legal (IML), em Santo Amaro, e deve ser liberado nesta terça-feira (20) para sepultamento.

A morte do PM será investigada pelo delegado João Paulo Andrade, da quarta delegacia de homicídios do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. Para os agentes penitenciários, a rebelião no Complexo Prisional do Curado era algo inevitável.

A categoria argumenta que com o déficit de 4.700 profissionais contribui para a lentidão do poder judiciário. O presidente do Sindasp-PE, João Carvalho, diz que o sistema prisional está à beira do caos: