TUMULTO

Em meio a uma crise no sistema penitenciário, clima é de alerta nos presídios do Grande Recife

Há três dias, rebeliões no Complexo Prisional do Curado e na Penitenciária Barreto Campelo deixam familiares e vizinhos apreensivos

Da Rádio Jornal
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Publicado em 21/01/2015 às 8:16
Viaturas do Sistema Penitenciário estão de plantão no Complexo Prisional do Curado. Foto: Ísis Lima/Rádio Jornal


A manhã desta quarta-feira (21) começou tranquila nos prisídios da Região Metrpolitana do Recife. A situação é de alerta, em especial no Complexo Prisional do Curado, no bairro do Sancho, Zona Oeste do Recife. Nos dois últimos dias, três homens foram mortos, sendo dois detentos e um policial. A Polícia Militar está de prontidão para tentar amenizar qualquer conflito, já que hoje é dia de cadastramento para visita conjugal, que acontece aos sábados.

O antigo Aníbal Bruno tem capacidade para 1.446 pessoas, mas atende cerca de 6 mil. Os detentos contestam o número oficial de mortos divulgados pela polícia. Nessa terça-feira um grupo de detentos pintou em uma das paredes do presídio a frase que deninciava a morte de seis presos. Na segunda-feira o sargento do Polícia Militar Carlos Silveira do Carmos, de 44 anos, foi atingido por uma bala e morreu no Hospital da Restauração. No mesmo dia, o detento Edvaldo Barros da Silva Filho também foi morto. Na terça-feira, Marco Antônio da Silva, de 52 anos, foi morto e esquartejado por outros detentos.

As famílias dos reeducandos continuam sem receber informações da situação dos internos. As mulheres que foram até o local pegar a autorização para a visita íntima não quiseram gravar entrevista por medo de que os maridos sofram retaliação. A administração do Complexo não quis gravar entrevista, mas afirmou que um pequeno tumulto entre os presos foi registrado por volta das 23h, mas foi contido rapidamente.

BARRETO CAMPELO - Na penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá, o clima pernaneceu tranquilo na maior parte do dia. Os detentos parmeneceram dentro dos pavilhões e algumas faixas colocadas em grades e janelas durante o tumulto dessa terça-feira (20) permaneceram no local.

Por volta das 9h, 15 detentos aguardavam a transferência para outras unidades penitenciárias, por estarem saindo do sistema fechado para o simi-aberto. Saiba mais na reportagem de Lélia Perlim: