REBELIÃO

Laudo da Polícia Científica aponta que não foi arma de fogo que matou sargento no Curado

Carlos Silveira foi atingido na altura do pescoço por algum tipo de arma branca

Da Rádio Jornal
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Publicado em 29/01/2015 às 14:00
O policial foi assassinado durante rebelião no Complexo do Curado
Foto: Bobby Fabisack / JC Imagem


A polícia científica de Pernambuco divulgou novidades sobre a morte do sargento da Polícia Militar, Carlos Silveira do Carmo, de 44 anos, no último dia 19, dentro do Complexo Prisional do Curado. Um laudo do Instituto de Criminalística apontou que o sargento não foi morto por uma arma de fogo, como antes se constatava, mas sim, por algum objeto como foice, facão ou machado.

O IC destacou que, na rebelião, Carlos Silveira foi atingido na altura do pescoço por algum tipo de arma branca. O relatório da polícia científica de Pernambuco evidencia, ainda, que o sargento apresentava uma lesão na face causada por instrumento pérfuro-contundente, diferente dos ferimentos produzidos por projétil de arma de fogo. Por meio de nota, a Secretaria de Defesa Social afirmou que nenhum dos ferimentos apresentava evidências de ter sido produzido por algum tipo de revólver.

Em coletiva à imprensa, nesta quinta-feira (29), o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, comentou, que sobre o laudo divulgado, a Secretaria vai esperar a confirmação dos fatos para se posicionar.



Renato Thièbaut foi nomeado como interventor da força-tarefa
Foto: Aluisio Moreira / SEI

O secretário Pedro Eurico também anunciou medidas tomadas para controlar a situação de emergência que o sistema carcerário de Pernambuco passa atualmente. Dentre elas, estão a contratação de 132 agentes penitenciários, o fim da Parceria Público-Privada (PPP) na construção do presídio de Itaquitinga, na Zona da Mata, a nomeação do Assessor Especial do Governo, Renato Thièbaut, como interventor da força-tarefa e a retomada das obras do presídio de Tacaembó, no Agreste.