ASSASSINATO

Seis anos depois, familiares e amigos aguardam júri dos acusados de matar Manoel Mattos

Ele foi assassinado com dois tiros de espingarda calibre 12 em uma casa de praia no dia 24 de janeiro de 2009

Da Rádio Jornal
Da Rádio Jornal
Publicado em 29/01/2015 às 7:05
Foto: reprodução/internet


Manoel Bezerra de Mattos Neto era advogado e denunciou a ação de grupos de extermínio na divisa de Pernambuco e na Paraíba na nos anos 2000. Ele foi assassinado com dois tiros de espingarda calibre 12 em 24 de janeiro de 2009, quando estava em uma casa de praia, em Pitimbu (PB).

A ação dos criminosos denunciados por Mattos foi tratada em Comissão Parlamentar de inquérito da Câmara dos Deputados em 2005, que recomendou várias ações específicas. Antes disso, a Organização dos Estados Americanos (OEA) havia pedido que o Estado desse proteção a Mattos. A denúncia e o assassinato dele repercutiram até entre os organismos internacionais que atuam na defesa dos direitos humanos.

O sargento reformado da PM da Paraíba, Flávio Inácio Pereira, e Cláudio Roberto Borges são apontados como os mandantes da execução. José da Silva Martins e Sérgio Paulo da Silva teriam sido os executores e José Nilson Borges, o dono das armas. O processo foi federalizado e acabou sendo transferido para Pernambuco, depois do julgamento ser suspenso duas vezes na Paraíba.

As duas da tarde, no hotel Recife Plaza, familiares e amigos de Manoel Mattos vão falar sobre o tribunal do júri. Integrante da ONG Dignitatis, Manoel Moraes, afirma que a morte do advogado não pode ficar impune: