Evandro Carvalho diz que não tem medo das torcidas organizadas e que vai usar metrô para ir a jogos

" (...) periculosidade é bandido armado que eu enfrentei a minha vida toda, que eu prendi, que eu apaguei", afirmou presidente da Federação

FPF

Da Rádio Jornal

Declarações do presidente da Federação Pernambucana de Futebol foram em entrevista a Leonardo Bóris
Foto: Hélia Scheppa / JC Imagem



A violência cometida por membros de torcidas organizadas infelizmente não é novidade no Grande Recife. Como se não bastasse a violência e o vandalismo que prejudicam a sociedade em dias de grandes clássicos, recentemente o metrô do Recife fechou as portas para evitar depredações em dias de jogos. A decisão dos metroviários prejudicou a volta para casa da população, na última quinta-feira (5), a ida de torcedores para a partida entre Náutico e Salgueiro, na Arena Pernambuco, que tem acesso difícil, e, em entrevista ao comunicador Ednaldo Santos, da Rádio Jornal, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, considerou a atitude como de "frouxos".

Neste sábado (7), em entrevista ao comunicador Leonardo Bóris, Evandro Carvalho foi ainda mais enfático. Chamou de "frouxo mesmo, inoperante, incompetente e incapaz" a Polícia Militar que se submete a "vagabundos", se referindo a alguns membros das torcidas organizadas. Ele questionou o medo que essas pessoas causam na população. "São vagabundos, maloqueiros (...) periculosidade é bandido armado que eu enfrentei a minha vida toda, que eu prendi, que eu apaguei", afirmou o presidente da Federação. E, mostrando que não tem medo das organizadas, afirmou que agora vai de metrô a todos os jogos na Arena, inclusive o deste domingo (8), entre Sport e Náutico.

Sobre medidas eficazes, Evandro Carvalho disse que já conversou com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, para que, quando termine o carnaval, o chefe do executivo estadual assine uma portaria para que os delegados autuem em flagrante as pessoas detidas em dias de jogos por vandalismo. "Eu garanto que em um mês eles não estão mais na rua, são moleques, não aguentam um grito (...) a gente não tem coragem de enfrentar esses maloqueiros", finalizou.

Ouça entrevista na íntegra sobre várias polêmicas envolvendo à Federação. O trecho sobre as organizadas começa aos 18 minutos:

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