AGRESTE

Secretaria de Defesa Social de Pernambuco vai tratar como prioridade investigação da chacina em Poção

Três conselheiros tutelares foram assassinados a tiros, além da avó de uma menina de dois anos, que foi baleada de raspão na cabeça

Da Rádio Jornal
Da Rádio Jornal
Publicado em 07/02/2015 às 15:00
Crime ocorreu no Sítio Cafundó, Zona Rural da cidade do Agreste pernambucano
Foto: Reprodução / Blog EncartNotícias


Uma chacina no município de Poção, a 244 km do Recife, na noite dessa sexta-feira (7), deixou quatro pessoas mortas e uma criança de dois anos ferida. O crime causou comoção na população da localidade. A repórter Amanda Tavares, do Jornal do Commercio, está na cidade para acompanhar o velório das vítimas. O clima é de muita tristeza, que é potencializada pela indignação porque as vítimas realizavam trabalho de extrema importância social. O enterro das vítimas deve acontecer neste domingo (8).



O homicídio múltiplo ocorreu no Sítio Cafundó, Zona Rural da cidade do Agreste pernambucano. Um veículo do conselho tutelar de Poção foi interceptado em uma estrada de pouco movimento. Os conselheiros tutelares retornavam de Arcoverde onde cumpriram uma ordem judicial contra o pai da criança que perdeu a guarda.

Três conselheiros tutelares foram assassinados a tiros. São eles Lindemberg Vasconcelos, de 54 anos, Carmem Lúcia, de 38, e Daniel Farias, 31. A quarta vítima é a idosa Ana Rita Venâncio, avó da menina de dois anos que foi baleada de raspão na cabeça. A garota chegou a ser internada no hospital Lídio Paraíba, em Pesqueira, mas já teve alta. Ela está sob a guarda de policiais em um local não divulgado, por questão de segurança. O repórter policial Reginaldo Souza conversou com os parentes das vítimas que pedem justiça:

Quatro delegados comandam equipes para identificar o assassino ou os assassinos o mais rápido possível. A força tarefa foi designada pelo governador Paulo Câmara. As diligências com o reforço de policiais militares incluem outras cidades da região como Pesqueira e Belo Jardim e até no estado da Paraíba.

A Polícia Civil de Pernambuco, no entanto, não vai divulgar mais detalhes das investigações. A preocupação da gestão estadual é de não repassar informações que possam dificultar o andamento das apurações dos fatos. A elucidação do caso está sendo tratada como prioridade, como explica o secretário de Defesa Social do Estado, Alessandro Carvalho.