HOMICÍDIO

Avô materno diz que chacina em Poção pode ter sido encomendada pela avó paterna de vítima

Menina de 2 anos é a única sobrevivente do crime que vitimou a avó paterna dela e mais três conselheiros tutelares

Da Rádio Jornal
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Publicado em 09/02/2015 às 9:02
Foto: reprodução/TV Jornal


Um quádruplo homicídio na cidade de Poção, no Agreste Pernambucano, deixou o Estado chocado. Quatro pessoas foram assassinadas a tiros na noite da sexta-feira (6), numa estrada de barro no Sítio Cafundó, Zona Rural do Município. Entre os mortos, três eram conselheiros tutelares e a quarta vítima era avó paterna da criança, que estava sendo transportada pelo grupo.

Segundo informações de testemunhas, o relacionamento entre as famílias da mãe, que é falecida, e do pai da garota é marcado por ameaças e processos na justiça. A menina de três anos, que presenciou a chacina, foi levada pela polícia para um local não revelado, por questão de segurança.

Além da professora aposentada, Ana Rita Venâncio de Britto, de 63 anos, avó materna da criança, foram mortas Carmem Lúcia da Silva, de 39 anos, José Daniel Farias Monteiro, de 31 anos, e Lindberg Nobrega de Vasconcelos, com 53 anos.

O viúvo e avô materno da menina, João Batista de Britto, não tem dúvidas de onde partiu a ação sangrenta:

A polícia não quis detalhar o andamento das investigações das quatro equipes designadas para o caso. Os principais suspeitos da chacina em poção seriam uma oficiala de Justiça e o filho dela, conhecidos como Lúcia e Cláudio.

A cidade de pouco mais de 10 mil habitantes está chocada com a violência e o clima é de medo e revolta. Tatiana Maria da Silva, irmã da conselheira Carmem Lúcia da Silva, não se conforma com a tragédia e pede justiça:

Nesse domingo (8), uma multidão acompanhou o velório e o enterro das vítimas, que aconteceu no cemitério municipal de poção. O aposentado Luís de França Vasconcelos, pai de Lindberg Nobrega de Vasconcelos, diz que é preciso combater a violência: